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Estado de Minas AUDIOVISUAL

O Blackpink e a máquina da fama do K-pop

Documentário da Netflix sobre o quarteto feminino sul-coreano deixa entrever a pressão que a indústria exerce sobre os artistas e a volatilidade de seu sucesso 


16/10/2020 04:00 - atualizado 16/10/2020 15:32

Jisoo, Rosé, Jennie e Lisa (da esq. para a dir.), que formam o Blackpink, em cena do documentário Light up the sky, que estreou nesta semana no catálogo da Netflix(foto: Netflix/Divulgação)
Jisoo, Rosé, Jennie e Lisa (da esq. para a dir.), que formam o Blackpink, em cena do documentário Light up the sky, que estreou nesta semana no catálogo da Netflix (foto: Netflix/Divulgação)

Blackpink: Light up the sky é a nova investida da Netflix no que diz respeito a documentários que desvendam fenômenos da música pop. No passado recente, o serviço de streaming voltou os olhos para alguns nomes da indústria musical norte-americana quando produziu filmes sobre Lady Gaga, Beyoncé e Taylor Swift. Agora, acompanhando uma tendência mundial, a plataforma joga luz sobre o K-pop e um de seus produtos mais bem-sucedidos: o grupo Blackpink.

Contendo uma boa parcela de material voltado especialmente para os fãs do quarteto feminino – conhecidos como ''Blinks'' –, a produção, disponível no catálogo da plataforma desde quarta-feira (14), expõe os sacrifícios e tensões que as jovens Jennie, Jisoo, Lisa e Rosé enfrentam para manter o sucesso – algo análogo a uma rotina militar.

Formado em 2016, o grupo sul-coreano se tornou uma sensação global recentemente, e o documentário dirigido por Caroline Suh mostra a escalada da banda até a apresentação no festival estadunidense Coachella, em 2019.

Para tanto, o filme apresenta as quatro integrantes individual e coletivamente, revelando certos aspectos de suas personalidades. Também é possível conhecer um pouco mais do funcionamento da YG Entertainment, empresa que administra a carreira das garotas.

Por exemplo, antes de serem lançadas publicamente, quando ainda eram adolescentes, elas precisaram passar por um treinamento cuja programação permite apenas um dia de folga a cada duas semanas, além de uma rotina intensa de ensaios. 

Portanto, quando suas músicas, vídeos e performances chegam ao público, pode-se ter certeza de que elas deram tudo de si nos ensaios e cada movimento passou pelo crivo de seus empresários, o que fica bastante claro nos depoimentos das quatro.

MELANCOLIA

O filme realmente se destaca quando elas baixam a guarda e vão além dos chavões. Uma melancolia transparece, por exemplo, quando discutem o fato de crescer longe de suas famílias, as experiências comuns aos adolescentes que deixaram de ter ou o fato de sentirem-se vivas no palco e ter uma espécie de vazio após os shows. ''Muitas pessoas constroem memórias durante o ensino médio'', diz Jennie. ''Mas eu nunca tive isso.''

As artistas também reconhecem a pressão e as expectativas que enfrentam atualmente, além da fugacidade da fama, já que o grupo provavelmente será substituído por outro quando suas integrantesestiverem mais velhas. ''A questão é que você nunca sabe quanto tempo vai durar'', diz Rosé, a certa altura do filme.

Apesar dessa preocupação, o quarteto feminino está na crista da onda. As integrantes estão na casa dos 20 anos – Jisoo, a mais velha, tem 25 – e acabaram de lançar o primeiro disco da carreira, The album, que conta com parcerias com Selena Gomez e a rapper Cardi B. O trabalho estreou no segundo lugar da Billboard 200, a principal parada de álbuns dos Estados Unidos, e apareceu no topo da parada global do Spotify.

Antes disso, elas trabalharam os EPs Square one (2016), Square two (2016), BLACKPINK (2017), Square up (2018) e Kill this love (2019), e apareceram em trabalhos de artistas como Dua Lipa e Lady Gaga.

Para atrair o olhar dos ''Blinks'', o documentário traz uma série de vídeos de apresentações do grupo ao vivo, imagens de bastidores e passeios de carro enquanto elas cruzam o globo, e até mesmo algumas lágrimas de emoção durante um show.

Para a Netflix, alinhar-se com artistas da música pop é claramente uma jogada inteligente para ampliar o público da plataforma – e quem sabe até ganhar alguns prêmios com isso.

Levando em conta que esse tipo de documentário é uma boa ferramenta de marketing, tanto para a plataforma de streaming quanto para o álbum do grupo, o desafio é torná-lo mais do que comercial.  Visto dessa forma, Blackpink: Light up the sky consegue oferecer um lembrete bem-vindo de que mesmo para essas estrelas do K-pop, nem tudo o que reluz é ouro.

BLACKPINK: LIGHT UP THE SKY
• Documentário sobre o quarteto feminino sul-coreano, dirigido por Caroline Suh. Duração: 1h19min. Disponível na Netflix


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