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Estado de Minas Saúde

Evento on-line discutirá os riscos da retinopatia diabética; confira

Alguns dados mostram que, durante a pandemia, muitas pessoas deixaram de se prevenir e/ou realizar exames preventivos da doença


11/11/2020 11:00 - atualizado 11/11/2020 11:10

(foto: Pixabay)
(foto: Pixabay)

A retinopatia diabética – complicação que ocorre quando o excesso de glicose no sangue danifica os vasos sanguíneos dentro da retina – é uma das principais causas de cegueira.

É uma condição que afeta em torno de 35% a 40% dos pacientes diabéticos. E, desse total, 7% deles terão alguma complicação: um edema macular diabético, que é quando o paciente começa a sentir a perda visual.

"Por isso, é importante que haja uma conscientização sobre o tema, visto que a principal forma de prevenir a doença é por meio do controle da patologia de base, o diabetes.” 

É o que diz a oftalmologista especialista em retina Tereza Kanadani, uma das profissionais a fomentarem a discussão sobre a retinopatia diabética e as demais complicações do diabetes durante o evento a ser realizado pela ADJ Diabetes Brasil, em parceria com a Associação de Diabetes Infantil.

A campanha, denominada Fique de olho, contará, também, com a presença do endocrinologista Levimar Araújo e da coordenadora de eventos da ADJ Diabetes Brasil, Vanessa Pirolo. 

Durante o evento, quer será realizado nesta quinta-feira, dia 12, em formato virtual, serão abordados os principais cuidados com a doença, forma de prevenção e a importância do diagnóstico precoce – feito por meio do exame de fundo do olho – para que um tratamento eficaz, laser ou cirurgia, seja adotado.

Além disso, serão colocadas em pauta as dúvidas dos pacientes e a essencialidade dessa conscientização para evitar complicações oriundas do diabetes, como problemas renais ou nos pés. 

“O único local em que conseguimos ver os vasos inteiros é no olho. Costumo dizer que os olhos são os espelhos do rim, porque o que vejo no olho está no rim também. Então, passa por uma proteção bem maior, já que podemos identificar melhor essas condições”, destaca Levimar Araújo, que comenta, também, sobre o desconhecimento de metade dos pacientes com diabetes sobre o fato de serem diabéticos. 

“50% das pessoas que são diabéticas não sabem dessa condição. Isso é péssimo, porque quando se faz o diagnóstico, já existem muitas complicações. Então, é importante que façamos um exame de fundo do olho e de rim para saber, porque ninguém vai morrer de diabetes, mas das complicações que o diabetes causa. No caso da retinopatia diabética, muitas vezes, os pacientes já chegam com a visão comprometida, e isso acaba limitando os nossos recursos”, frisa. 

 
A influência da pandemia 


Para além da conscientização habitual, neste ano, um outro fator impulsionou a necessidade sobre o conhecimento da retinopatia diabética, bem como do diabetes e suas complicações. Isso porque, durante a pandemia causada pelo novo coronavírus, as pessoas deixaram de fazer exames de rotina, o que tende a agravar e impossibilitar tratamentos futuros.  

De acordo com uma pesquisa realizada pela ADJ Diabetes Brasil, esse número chegou a 38,4% da população brasileira, em razão do adiamento e/ou cancelamento de consultas e exames de rotina. Além disso, houve um descontrole do diabetes enquanto doença de base: 59,4% das pessoas registraram aumento na glicemia e 31,2% constataram maior variabilidade glicêmica. 

“O medo do vírus foi tanto que descontrolou a doença. Tem que ser ter um chamamento para que as pessoas não deixem de ir em suas consultas de rotina e mantenham a doença controlada. E isso mesmo em um contexto fora do atual, vi muitos pacientes meus diabéticos que ficaram anos sem ir ao endocrinologista ou ao cardiologista. O tratamento é mutifuncional, e é importante que as pessoas não deixem de fazer os exames de rotina por conta do vírus ou outra ‘barreira’”, destaca Tereza Kanadani. 
 
O evento ocorrerá no formato virtual nesta quinta-feira (12)(foto: ADJ e ADI/Divulgação)
O evento ocorrerá no formato virtual nesta quinta-feira (12) (foto: ADJ e ADI/Divulgação)
 

Justamente por isso, Vanessa Pirolo diz ser de extrema importância que as pessoas tenham acesso à campanhas de conscientização. “Os dois médicos de referência em Minas Gerais vão sensibilizar as pessoas a se consultarem com os médicos e, assim, voltar a fazer o tratamento adequado novamente.” 

As inscrições e demais informações sobre o evento estão disponíveis no site: racineonline.com.br

*Estagiária sob supervisão da editora Teresa Caram 

 


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