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Estado de Minas OPINIÃO SEM MEDO

'No pain no gain'. Sem vacina, sem ovo de Páscoa. Fora, Bolsonaro!

Ao menos 65 milhões de brasileiros poderiam passar a Páscoa juntos, mas não irão


04/04/2021 06:00 - atualizado 04/04/2021 00:09

Pazuello e Bolsonaro cometeram um crime imperdoável(foto: Erasmo Salomão/MS)
Pazuello e Bolsonaro cometeram um crime imperdoável (foto: Erasmo Salomão/MS)
Não. Não seria um domingo de Páscoa menos triste nem mais festivo. Não deixariamos de estar preocupados com o coronavírus nem solidários aos que perderam entes queridos e a tantos que passam dificuldades econômicas por causa da pandemia. 

Mas ao menos, aqui e ali, entre dezenas de milhões de brasileiros já vacinados, sobretudo os mais idosos, caso Jair Bolsonaro, o verdugo do Planalto, não tivesse ignorado 130 milhões de doses de vacinas (Pfizer e Butantan), haveria, no mínimo, um almoço em família.

O que este homicida e seu ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, fizeram, é imperdoável e, na minha opinião, um crime. As famílias que perderam alguém jamais irão esquecer, e a história do país tem a obrigação de lembrar e relembrar, a cada ano, o que se passou no Brasil.

Israel, Austrália, Nova Zelândia, Reino Unido… Países que investiram nas medidas sanitárias adequadas, como distanciamento social e ‘lockdowns’, além de vacinação em massa, colhem agora os frutos e já não apresentam mais mortes por COVID-19. Que inveja!

E sim, meus caros e caras. Poderíamos estar assim ou próximos disto. Houvesse um mínimo de organização e um governo federal que não atrapalhasse – mesmo que em nada ajudasse – este nosso domingo de Páscoa seria um tantinho menos pior.

“No pain no gain”. Sem dor sem ganho. Não há almoço grátis. Sem distanciamento social e sem vacinas, nada feito. Se quisermos uma Páscoa melhor em 2022, teremos que fazer por merecer. Do contrário, nada de ovos. Comecemos pelo começo: fora, Bolsonaro!

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