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Estado de Minas JUVENTUDE REVERSA

Campanhas de conscientização: divulgação e envolvimento da sociedade

O grande paradoxo da OMS - Década do Envelhecimento Saudável (2020-2030) - é que foi a própria organização que declarou o absurdo de que velhice é doença


23/09/2021 07:21

  • Outubro Rosa, que incentiva a realização da prevenção do câncer de mama, é a próxima campanha nacional
    Outubro Rosa, que incentiva a realização da prevenção do câncer de mama, é a próxima campanha nacional (foto: Walter Carneiro Leal Neto/Sitraemg)

Sou um entusiasta por campanhas de conscientização e saúde. Elas têm o objetivo de alertar e educar a população em temas relevantes e quanto maior a divulgação, maior o engajamento da sociedade em prol de mudanças para uma vida positiva. 

Campanhas como dos meses coloridos são indispensáveis e por isso estão presentes de forma intensa. Todas essas campanhas mensais no mínimo servem para provocar a reflexão sobre o cuidado com a saúde no dia-a-dia das pessoas. O calendário colorido, onde cada cor simboliza um tema é:

  • Janeiro branco: saúde mental;
  • Fevereiro roxo/laranja: doação de medula óssea e diagnóstico precoce de doenças incuráveis como lúpus, a fibromialgia e o Alzheimer;
  • Março azul-marinho: câncer colorretal, também conhecido como o câncer do intestino ou de cólon e reto;
  • Abril verde: segurança do trabalho;
  • Abril azul: autismo;
  • Maio amarelo: trânsito seguro;
  • Junho vermelho: doação de sangue;
  • Julho amarelo: hepatites virais e ao câncer ósseo;
  • Agosto dourado: amamentação;
  • Setembro amarelo: prevenção ao suicídio; 
  • Outubro rosa: câncer de mama;
  • Novembro azul: ações voltadas para o combate do câncer de próstata;
  • Dezembro vermelho: campanha dedicada à prevenção da Aids.

Antenadas no tema e preocupadas com a velocidade do envelhecimento populacional no Brasil e na região das Américas, a OMS – Organização Mundial da Saúde e a Opas – Organização Pan-Americana da Saúde estabeleceram a Década do Envelhecimento Saudável (2020-2030) para as Américas.  Uma população enorme vivendo mais não significa que esteja vivendo com melhor saúde e tendo suas necessidades atendidas. 

A Década do Envelhecimento Saudável (2020-2030) aborda quatro áreas de ação para melhorar a vida das pessoas:

I - Mudar a forma como pensamos, sentimos e agimos com relação à idade e ao envelhecimento: grosso modo, é agir contra o ageísmo (etarismo ou idadismo) - discriminação de pessoas pela idade, particularmente dos idosos.  Pessoas mais velhas continuam a enfrentar discriminação e exclusão por sua idade. O tema ageísmo já foi abordado e será recorrente aqui na Juventude Reversa exatamente por ser a nossa causa.

II - Garantir que as comunidades promovam as capacidades das pessoas idosas: segundo a OMS, “uma comunidade amigável às pessoas idosas é um lugar melhor para todas as pessoas e idades onde se pode crescer, viver, trabalhar, brincar e envelhecer”. Precisamos adaptar o espaço urbano ao envelhecimento da população e refazê-lo levando em consideração as limitações e necessidades de forma inclusiva, removendo obstáculos e criando oportunidades.

III- Entregar serviços de cuidados integrados e de atenção primária à saúde centrados na pessoa e adequação à pessoa idosa: para a OMS, “os sistemas de saúde devem estar preparados para prestar uma assistência de boa qualidade às pessoas idosas, que seja integrada entre prestadores de serviços e esteja ligada à prestação sustentável de cuidados de longo prazo. Integrar os setores saúde e social em uma abordagem centrada na pessoa é fundamental para um melhor cuidado às pessoas idosas”. Recomendamos fortemente conhecer o projeto do “Hospital Modelo de Assistência ao Idoso” e o projeto “Promoção da Segurança em Saúde ao Idoso Frágil, Hospitalizado e Residente em ILPI – Instituição de Longa Permanência para o Idoso”, desenvolvido pela Associação Paulo de Tarso. Uma instituição filantrópica que atende milhares de pessoas, localizada na cidade de Belo Horizonte (Rua Estoril, 207, Bairro São Francisco) e referência nacional para a atenção à população idosa.

IV- Propiciar o acesso a cuidados de longo prazo às pessoas idosas que necessitem: “O acesso a um atendimento de longo prazo de boa qualidade é essencial para manter a capacidade funcional, desfrutar dos direitos humanos básicos e viver com dignidade. Além disso, é essencial apoiar os cuidadores, para que lhes possam prestar cuidados adequados e também cuidar de sua própria saúde”.


O grande paradoxo dessa boa iniciativa é que a foi a mesma OMS que declarou o absurdo de que  velhice é doença , tal como comentamos aqui no Juventude Reversa, em julho passado.

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