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Estado de Minas ISABELLA RICCI

Turismo 2022: chuva, desabamento e COVID. O que podemos esperar?

Como manter a esperança no setor em um início de ano tão conturbado


25/01/2022 06:00

Capitólio
É possível vermos nascer diversas iniciativas para recuperação do turismo (foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)
Dia 31 de dezembro estamos geralmente com o coração cheio de esperanças de um novo ano cheio promessas. Mas aí o ano vira, e nos últimos anos temos sido surpreendidos com notícias não tão boas, todas elas com impacto direto no turismo. Já no primeiro trimestre dos últimos 3 anos tivemos chuvas que geraram verdadeiras catástrofes, pandemia de COVID mudando radicalmente a vida e a rotina das pessoas do planeta, e só neste início de 2022 já vimos desabar um penhasco em Capitólio e o Morro da Forca, em Ouro Preto, levando junto dois casarões centenários. Também não sabemos se haverá a grande festa dos brasileiros, pois o carnaval vem sendo ameaçado desde o início da pandemia. Estamos tentando viver cada dia nesse novo normal, que de normal não tem nada.

Parecem tempos tenebrosos para o turismo, afinal, mesmo existindo demanda cada vez mais crescente, a oferta se depara com a incapacidade de servir, diante do cenário que estamos vivendo. A Lei de Say, também conhecida como lei de mercados, que nos diz que “a oferta cria sua própria demanda", está ameaçada no turismo. Temos de um lado a oferta de destinos incríveis e uma demanda enorme de pessoas ávidas por viajar e conhecer novas experiências, e de outro, a natureza em completo estado de rebeldia nos fazendo parar para refletir, planejar e criar novas estratégias. 

Neste cenário de fato trágico, é possível vermos nascer diversas iniciativas para recuperação do turismo. Afinal, temos demanda real e nossa oferta está cada vez se profissionalizando mais, com investimentos robustos no setor, tanto em estruturas como em pessoas. Um exemplo é o Eco Resort Ouro Preto, empreendimento que será um complexo hoteleiro híbrido, contendo modalidades de hospedagem e multipropriedade. Ao todo, serão 89 unidades, sendo 24 apart-hotéis, 48 unidades de hospedagem e um condomínio com 15 casas com área privativa. O projeto conta com uma ampla estrutura de lazer e turismo ecológico e está em uma região com inúmeras pousadas e belezas naturais. Estão previstos investimentos de R$ 50 milhões ao longo dos próximos três anos.

Outra iniciativa que pode gerar bons resultados para o setor em Minas Gerais, é o recente edital Reviva, lançado em 2021 pela Secretaria de Estado de Cultura e Turismo, que é voltado para projetos de promoção, marketing e comercialização dos destinos turísticos de Minas Gerais. Apesar de controverso e com diversas falhas, o edital que pretendia descentralizar R$10 milhões para os projetos, pagou menos de R$3 milhões. Entretanto, fica a esperança de amadurecimento deste tipo de iniciativa.

A Vale, uma das maiores empresas do Brasil, também tem investido no turismo através de projetos de desenvolvimento de destinos e pessoas, em especial na região do Circuito Turístico Veredas, onde está localizado município de Brumadinho, entre outros 14 municípios. Recentemente foi lançado o Mapa Turístico de Brumadinho, e já está em andamento o Projeto de Fortalecimento da Competitividade do Setor Privado do Turismo, que atende a 90 empreendimentos de meios de hospedagem, alimentação, agências, guias de turismo e artesanato, dentro de uma estratégia maior de posicionamento de destino. Ou seja, são diversos projetos e ações com vistas a tornar Minas Gerais um estado atraente para o turismo, indo muito além de tudo que já sabemos sobre cidades históricas.

São diversas iniciativas pelo estado e pelo país, e cabe ao setor do turismo saber equacionar não só a oferta e a demanda, mas também o cenário que estamos vivendo. Por vezes, cheio de alegrias, por vezes trágico, mas todas as vezes cheio de aprendizado. A nova onde de COVID tem trazido alguns sustos, e o medo segue nos rondando. Mas já podemos sonhar com um futuro próximo mais positivo, tal qual sempre sonhamos no dia 31 de dezembro de cada ano. Quem sabe nosso ano novo não começa a partir de fevereiro?! 

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