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Estado de Minas TURISMO

Navegar é preciso, viajar não é preciso

Tenho certeza que muita gente concorda comigo que o mesmo raciocínio vale para o nosso tema central, as viagens


08/09/2020 06:00

(foto: Pixabay/Reprodução )
(foto: Pixabay/Reprodução )
Eu me lembro do dia exato que entendi essa frase. Eu já havia escutado diversas vezes, mas nunca dei muita atenção, afinal eu era adolescente e estava preocupada com outras coisas. Mas um dia, na sala de aula, lembro que a professora olhou para mim e perguntou o que significava, e de repente parece que uma chave virou na minha cabeça. Ok, a frase não era exatamente essa. Era a original: “navegar é preciso, viver não é preciso”. Mas tenho certeza que muita gente concorda comigo que o mesmo raciocínio vale para o nosso tema central, as viagens. 
Sempre que alguém me pergunta de algum destino turístico, sobre o que eu acho, se eu já fui e se gostei ou não, eu sempre inicio respondendo a mesma coisa: - Posso até te falar da minha experiência, mas se você está com vontade de ir, tem que ir, independente do que as pessoas te falarem. 

E digo isto, porque cada viagem é única. Podemos ir diversas vezes para o mesmo lugar e termos experiências completamente diferentes. Da mesma forma que uma viagem para um determinado lugar pode ser incrível para uma pessoa, e detestável para outra. Viagens são como documentos, pessoais e intransferíveis. Entretanto, é claro que no momento de planejar uma viagem é importante buscar informações sobre o destino, os passeios, a segurança, hospedagens e gastronomia local. Saber a experiência de quem já foi também faz parte da fase pré viagem. 

E é nesse sentido que essa frase se encaixa na beleza de viajar. Para navegar, para viver e para viajar é necessário planejamento, mas quando falamos de precisão, aí não há certeza alguma em se tratando da vida, e das viagens. Mesmo depois de muito planejamento, quando arrumamos as malas e colocamos os pés para fora de casa, quase tudo que nos espera é a incerteza. Será que o hotel é igual as fotos da internet? Afinal haviam avaliações positivas e negativas. Será que a comida é gostosa? E as pessoas de lá? Serão receptivas e hospitaleiras? E aquele atrativo? Será do tamanho que eu imagino? E esse friozinho na barriga antes de viajar, é o que torna tantas pessoas viciadas em viajar. Porque por mais que uma pessoa seja experiente e viajada, sempre há a incerteza do desconhecido.

Por outro lado, os destinos e empreendimentos turísticos, devem cuidar para que as incertezas dos seus turistas se concentrem apenas no intangível e nas expectativas. Pois para quem trabalha com turismo, tem que existir planejamento sério e redução ao máximo de riscos. Deve-se planejar e agir a todo momento no intuito de surpreender positivamente. E lembrar sempre, que quem atua nesta área não está ali a passeio. Que não “mexe” com turismo, e sim trabalha com turismo. E trabalhar com turismo é saber levar a sério o imaginário das pessoas e transformar em experiências fantásticas, expectativas criadas, às vezes, ao longo de uma vida inteira. E por mais que um destino tenha mestres, doutores e grandes empresários cercados de equipamentos técnicos, tal qual instrumentos de navegação, é importante entender que o turismo só funciona em rede. De nada adianta o melhor hotel, se o atrativo está fechado, ou a melhor praia, mas a comida ruim.
Portanto, a você, destino turístico, eu torço para que seja possível trabalhar em conjunto, entender que cada um compõe sua experiência. E que se não houver a precisão de um excelente GPS, há um sério risco de naufragar. Já a você, viajante, eu desejo experiências incríveis, em destinos organizados, mas que saibam manter a magia e o friozinho na sua barriga. Porque no fim das contas, navegar continua sendo preciso, mas viajar, tanto quanto viver, não é preciso. E não é essa a melhor parte?!

Quer saber mais sobre turismo, além de apenas dicas de viagem? Me siga no Instagram @blogdaisabellaricci ou acesse blogdaisabellaricci.com.br.

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