Continue lendo os seus conteúdos favoritos.

Assine o Estado de Minas.

price

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Utilizamos tecnologia e segurança do Google para fazer a assinatura.

Assine agora o Estado de Minas por R$ 9,90/mês. ASSINE AGORA >>

Publicidade

Estado de Minas BAPTISTA CHAGAS DE ALMEIDA

Bolsonaro inaugura usina no Nordeste e fala de arrocho orçamentário

Foi a terceira visita do presidente da Republica à região que sempre foi reduto petista


18/08/2020 04:00 - atualizado 18/08/2020 06:26

(foto: Alan Santos/PR)
(foto: Alan Santos/PR)
“Nós sabemos que o nosso orçamento, em grande parte, é carimbado, é comprometido totalmente com as despesas obrigatórias. Sobra muito pouco e a briga é muito grande para que cada ministro consiga puxar um pouco desse orçamento para si para fazer alguma coisa”. Quem diz é o presidente da República, Jair Messias Bolsonaro (sem partido). Ele fez questão de terceirizar, como tem feito corriqueiramente, ao apontar que a iniciativa privada tem sido aliada para a realização de projetos. “A iniciativa privada tem sido uma grande aliada nossa nessas questões, principalmente com os recursos vindos de fora”.

Todos esses avisos foram dados na Usina Termoelétrica Porto de Sergipe I, em Aracaju, no discurso de inauguração, e foi a primeira vez que Bolsonaro visitou Sergipe desde que foi eleito. De curiosidade, é o menor estado em extensão territorial do país, se deixarmos de lado o Distrito Federal (DF). Aliás, ultimamente, o presidente tem ido ao Nordeste com frequência. Em pouco tempo, já esteve também no Piauí, na Bahia, no Ceará. Anda invadindo mesmo a região que antes era um verdadeiro feudo petista. Lula, pelo jeito foi esquecido, se deixarmos as suas próprias encrencas de lado.

Na chegada ao aeroporto, Bolsonaro repetiu o gesto de retirar a máscara que usava. Contrariar regras não é novidade, tanto que o presidente desrespeitou a regra municipal que obriga o uso do equipamento em Aracaju, assim que lá chegou, diante da presença dos seus apoiadores, aqueles que sempre estão presentes. São os chamados “bolsonaristas”. Onde o presidente passa, eles fazem plantão.

Mudando de assunto, o pedido, faz todo sentido, afinal a pandemia da COVID-19 dispensa maiores apresentações, é para que sejam totalmente liberados os recursos provenientes do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).

É óbvio que para superar as crises sanitária, humanitária e econômica que assolam o país. Tanto que o presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Ildeu de Castro Moreira, fez um apelo: “É nossa luta permanente, não só neste momento. Estamos preocupados com o orçamento do ano que vem”.

E o presidente da SBPC fez argumento pertinente: “Os discursos sobre a importância da ciência, da tecnologia e da educação são fáceis de serem feitos, mas é muito mais difícil, na hora do Orçamento, colocar mais recursos para essa área. É fundamental que isso seja feito”.
Autor da proposta, o senador Izalci Lucas (PSDB–DF) defendeu que a Câmara dos Deputados aprove a proposta sem alterações. Faz sentido, já que, caso contrário, ela voltaria ao Senado.

Já, já eu vou
“Ainda não marquei com ele, mas, como ele é meu vizinho aqui, já, já, vou marcar um plantão na casa dele, porque é fundamental que esse projeto seja aprovado na Câmara e, inclusive, sem alteração, porque, se tiver que mudar alguma coisa, a gente muda depois, em outro projeto, para evitar que tenha que voltar para o Senado”. A frase é mais um registro do senador Izalci Lucas (foto) (PSDB-DF) defendendo que sejam liberados e sem descontingenciamentos os recursos para o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).

Ultraje a rigor

“A gente não sabemos escolher presidente. A gente não sabemos tomar conta da gente. Inútil! A gente somos inútil”. Quem cantou ontem a trilha sonora do Ultraje a Rigor foi o senador Nelsinho Trad (PSD-MS), presidente da Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência, ao afirmar: “Até onde a gente apurou, e a gente conseguiu apurar muita coisa, não houve nenhuma consequência para qualquer cidadão brasileiro, no sentido de ter alguma reação por parte do governo ou de qualquer instituição…” E Trad acrescentou ter sido “perda de tempo” a produção do dossiê. “Foi de uma inutilidade tamanha. Não vai levar nada a lugar nenhum”.

Nota de pesar

“Perdemos ontem, prematuramente, uma das mais promissoras lideranças de Minas Gerais, o ex-deputado Caio Nárcio. Eu perdi um irmão mais novo. Idealista, leal e guerreiro, Caio deixa uma saudade e uma enorme lacuna impossível de ser preenchida. Ao seu pai Nárcio, meu querido amigo, à sua esposa Ana e a Luana, sua irmã, deixo o meu abraço afetuoso de imensa saudade e a certeza de que ele vai continuar nos inspirando e estimulando.” 
O registro é do deputado federal Aécio Neves (PSDB–MG).

A Lava-Jato

 “A Constituição estabelece prerrogativas para os membros do MP, como a de não ser removido. Essa é a garantia para poder trabalhar com independência. O trabalho da força-tarefa da Lava-Jato, coordenada por Deltan Dallagnol, é um marco para o combate à corrupção”. Melhor esperar pela decisão do ministro Marco Aurélio Mello do Supremo Tribunal Federal (STF). Quando será? Só ele sabe.

É inequívoco
A notícia oficial na mais alta corte de Justiça do país informa não ter prazo para apresentar o seu veredicto. Faz sentido. É quase um resumo do atual cenário político nacional. “Os elevados índices de alienação eleitoral e a fragilidade do apoio positivo a forma democrática de governo têm demonstrado, inequivocamente, que vivemos uma recessão democrática”. Desta vez, é o ministro Edson Fachin, também do STF.

Pingafogo

Ainda da Lava-Jato: está lá, no documento enviado ao Supremo Tribunal Federal. Vale uns trechos, para que fique bem claro e com uma pitada de sarcasmo. Um: “Permitir bisbilhotagem”. Outro: “nada de cheque em branco”.

“Não há na força-tarefa documentos secretos ou 'insindicáveis' pelas corregedorias”, garante o ofício. E tem mais nele: “Ora, a ilação de que há caixas de segredos no trabalho da força–tarefa da Operação Lava-Jato”. O detalhe é do Ministério Público Federal, que atua em conjunto com ela.

Já que estamos nesta praia, o doleiro Dario Messer vai ter quer devolver R$ 1 bilhão aos cofres públicos. Condenado a 13 anos de prisão, ela não terá o direito de responder em liberdade. Isso mesmo, ficará em regime fechado.

Pelo menos, por enquanto. A sentença proferida ontem pelo juiz Alexandre Libonati, da 2ª Vara Federal Criminal do Rio, negou o pedido feito por seus advogados. Melhor esperar, já que ele continua livre, por causa da pandemia da COVID-19.
n Sendo assim, com coronavírus rondando até no Judiciário, o jeito é encerrar por hoje. A semana está só começando. Melhor esperar os próximos capítulos, tanto na Justiça quanto na política propriamente dita. Bom dia a todos!

*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade