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Estado de Minas Em dia com a política

O paraquedas abriu na política nacional e subiu a rampa do Planalto

"Tenho certeza de que, contando com vocês, com sua lealdade absoluta ao nosso Brasil, cumpriremos qualquer missão"


16/08/2020 04:00 - atualizado 16/08/2020 07:59

O presidente Jair Bolsonaro esteve no Rio de Janeiro para evento militar acompanhado dos auxiliares vindos do quartel (foto: Clauber Cleber Caetano/PR)
O presidente Jair Bolsonaro esteve no Rio de Janeiro para evento militar acompanhado dos auxiliares vindos do quartel (foto: Clauber Cleber Caetano/PR)


“Hoje, o paraquedista não apenas salta da rampa. Ele sobe a rampa do Planalto central.” Em seu estilo de engolir as palavras, o presidente Jair Messias Bolsonaro (ainda sem partido) participou da cerimônia de 749 paraquedistas formandos no Rio de Janeiro, sendo que apenas dois deles vão integrar a Força Aérea Brasileira (FAB). Os demais são do Exército.
“Tenho certeza de que, contando com vocês, com sua lealdade absoluta ao nosso Brasil, cumpriremos qualquer missão. Tenho certeza de que os obstáculos que ora se apresentam para nós serão vencidos e que, brevemente, nos congratularemos por este momento.” É uma declaração meio estranha, mas já que veio da Agência Brasil, a oficial do governo, fica apenas aquela pulga de sempre.
 
Antes de mudar de assunto, fica o registro dos demais participantes citados pela agência governamental: “também participaram da cerimônia no 26º Batalhão de Infantaria de Paraquedistas, na Vila Militar, na Zona Norte do Rio de Janeiro, o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva; o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno Ribeiro Pereira; o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, todos oficiais militares”.
 
Basta desse assunto né? Só um último registro: também estiveram no evento o prefeito do Rio, Marcelo Crivella (Republicanos), além do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos), e, como não poderia deixar de ser, parlamentares ligados às Forças Armadas. Óbvio, né? Resposta rápida: por causa da pandemia, o público da cerimônia foi reduzido. A desculpa é boa. Chega mesmo!
 
Afinal, tem notícia que vem do Conselho Nacional de Justiça (CNJ): Os povos originários que vivem nas terras indígenas (TI) do Vale do Javari (AM) e de Tiryos (AP) estão recebendo assistência para ações de combate à pandemia do novo coronavírus. Além de cestas de alimentos para garantir segurança alimentar às mais de 63 comunidades de nove etnias, estão sendo montadas 10 enfermarias de campanha para atendimento médico para casos leves e médios de COVID-19. E o mesmo em São Gabriel da Cachoeira (AM).
 
Expertise o CNJ tem. Basta um registro mineiro: “o presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, recebeu relatório produzido pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) sobre iniciativas desenvolvidas pelo Judiciário mineiro em relação ao rompimento de barragens localizadas nas cidades de Brumadinho e Mariana”.
 
Diante de tudo isso, com o devido toque mineiro de lembrança, o jeito é encerrar por hoje. Aproveite o domingo.

Esclarecimento


Sobre a ordem de reintegração de posse da Fazenda Ariadnópolis, em Campo do Meio, a assessoria do governo de Minas fez o seguinte esclarecimento, por meio de nota oficial, divulgada nas redes sociais do governador Romeu Zema: “A Polícia Militar dá suporte a uma ação do oficial de justiça responsável pelo cumprimento da ordem judicial para reintegração da posse. A ordem para execução da reintegração de posse foi determinada pelo juízo da Comarca de Campos Gerais, que cabe a decisão”. As ações foram realizadas com o intuito de “preservar a segurança de todos os envolvidos na ação”. “As famílias vêm sendo realocadas em locais disponibilizados pela Prefeitura de Campo Belo”, informa ainda a nota do governo mineiro.

Assim não dá!

Não necessariamente nesta ordem, duas declarações, ainda que fora do contexto, mostram a incapacidade do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. “Contamos com a população para que não tome nenhuma atitude que aumente o risco das queimadas”, uma! “O importante é olhar para frente. O Brasil, como um todo, se envolve agora nesse esforço de reabertura segura, olhando para a saúde das pessoas, evidentemente em primeiro lugar, mas junto com isso com a sobrevivência econômica.” Sei que é injusto com o ministro, mas deixar em segundo plano a área ambiental para a economia sobreviver, me poupe!

Economy, stupid!

A semana deve começar quente na política nacional, já que no meio do caminho está o ministro da Economia, Paulo Guedes. Comparados aos ex-ministros Sérgio Moro, da Justiça, e Luiz Henrique Mandetta, da Saúde, que, mesmo tendo popularidade, foram demitidos, Guedes tem a batata assando. E nem a popularidade dos dois citados ele traz na bagagem. O fato, diante da alta popularidade que tem o Bolsonaro atualmente, é que Guedes insiste em conter gastos e cumprir a meta fiscal. O presidente quer surfar no efeito das últimas e favoráveis pesquisas de opinião. E já tem até nome: atende por Bob Fields. Isso mesmo, Roberto Campos Neto, atualmente comandando o Banco Central (BC).

De coração

A cúpula da Câmara dos Deputados foi iluminada de azul, sexta-feira, para comemorar o Dia Nacional do Cardiologista. O pedido foi do deputado Hugo Motta (Republicanos-PB). É praia dele, já que é médico: “as doenças cardiovasculares estão entre as principais causas de morte no Brasil, configurando-se como um sério problema de saúde. Precisamos reconhecer os profissionais que estão todos os dias na luta, em especial neste momento de pandemia”. A data foi criada pela Sociedade Brasileira de Cardiologia em 2007 e traz alerta sobre os cuidados necessários com o coração.

Chilling effect

Efeito arrepiante. Por isso, fala-se que a instauração de procedimentos para investigar opiniões “resfria” ou “gela” a liberdade de expressão, é o chamado chilling effect. coordenador da força-tarefa da Operação Lava-Jato da Polícia Federal (PF), em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF), em Curitiba, Deltan Dallagnol (foto): “As forças-tarefa fazem um trabalho social relevante de responsabilizar corruptos e recuperar valores, que precisa continuar, ainda que debaixo de outro modelo de atuação”. O alvo de tudo isso, nem precisava, mas vale deixar claro: o atual procurador-geral da República, Augusto Aras, aquele de fora da lista tríplice do MPF.

Pinga Fogo


  • Em tempo: ainda do deputado Hugo Motta (foto): a comissão externa de enfrentamento à COVID–19 realiza, quarta-feira agora, reunião técnica, por videoconferência, para debater a situação dos pacientes cardiopatas na pandemia.

  • A propósito, a comissão mista do Congresso que fiscaliza as ações do governo no combate à pandemia de COVID–19 realiza um painel de especialistas para tratar dos investimentos em pesquisa, em especial sobre o desenvolvimento científico no combate ao vírus.

  • Mais um, sobre o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A sua missão é desenvolver políticas judiciárias que promovam a efetividade e a unidade do Poder Judiciário, orientadas para os valores de justiça e paz social.

  • E tem mais sobre o CNJ: “visão de futuro: ser reconhecido como órgão de excelência em planejamento estratégico, governança e gestão judiciária, a impulsionar a efetividade da Justiça brasileira”.

  • Sendo assim, agora basta mesmo e vale repetir que hoje é domingo, o dia tão lindo. Uma boa semana a todos, quem sabe com notícias mais alvissareiras (ui! Essa doeu). Já chega mesmo, com direito a fato consumado.

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