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Estado de Minas MERCADO S/A

País vive severa crise no emprego mas há sinais de melhora

'Profissionais de áreas como recursos humanos e tecnologia da informação passaram longe das demissões, assim como a turma do mercado financeiro'


postado em 21/08/2019 06:00 / atualizado em 21/08/2019 08:56

Empresas falam em criar postos de trabalho(foto: Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas/Divulgação 30/12/16)
Empresas falam em criar postos de trabalho (foto: Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas/Divulgação 30/12/16)

É severa a crise do emprego, mas há bons sinais no horizonte. Setores como construção, saúde e tecnologia, além do inesgotável agronegócio, mais abriram do que fecharam vagas em 2019. Profissionais de áreas como recursos humanos e tecnologia da informação passaram longe das demissões, assim como a turma do mercado financeiro.

Até a debilitada indústria fala em criar postos de trabalho, especialmente as montadoras automotivas. As empresas da nova era não têm do que reclamar.

Maior aplicativo de pagamentos do Brasil, com 10 milhões de usuários, o PicPay vai triplicar o quadro de funcionários nos próximos 12 meses, passando dos atuais 500 para 1,6 mil.

“Nosso maior desafio é encontrar profissionais de tecnologia, em especial para posições de desenvolvedor, devido à escassez de pessoas qualificadas e à maior concorrência no mercado”, afirma Dárcio Stehling, diretor do PicPay. “Atualmente, temos 120 vagas em aberto apenas para essa área.”

L’óreal abre laboratório no Rio para eliminar testes em animais

Nos últimos anos, as grandes marcas de cosméticos sofreram com a crescente pressão de ambientalistas, que defendem o fim dos testes em animais. Em setembro, a francesa L´Oréal pretende dar um passo importante para eliminar a prática. A empresa vai lançar, no Rio de Janeiro, o Episkin, laboratório que reconstrói a pele humana a partir da bioengenharia. Segundo a L´Oréal, a iniciativa é essencial para a validação de métodos alternativos aos testes de produtos em animais.

Abertura de empresas cresce no primeiro semestre

Estatísticas podem ser analisadas de diversos ângulos. Ontem, a Serasa Experian informou que a abertura de empresas no primeiro semestre de 2019 cresceu 20%, na comparação com o mesmo período do ano passado. A leitura otimista diz que os brasileiros estão mais confiantes na retomada econômica e, por isso, resolveram empreender. A pessimista afirma que, com a crise do emprego, a única saída é abrir um negócio próprio. Quem está com a razão?

Apple e Disney apresentam suas armas no streaming

O acirramento da guerra do streaming tem data para começar. Depois da Disney, ontem foi a vez de a Apple anunciar para novembro sua estreia no mercado. As duas gigantes, que atuarão sob as marcas Apple TV+ e Disney , cobrarão o mesmo valor pelo serviço: US$ 9,99 mensais. A Apple pretende atingir US$ 50 bilhões em vendas até 2020, meta agressiva para uma empresa que sempre se pautou em produtos e não em serviços.

RAPIDINHAS

- Os clubes de assinaturas se tornaram febre no Brasil. Levantamento realizado pela Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABCom) mostra que, nos últimos quatro anos, os negócios do setor cresceram 167% no Brasil. Não é pouca coisa: em 2019, os clubes de assinatura vão movimentar, pela primeira vez, mais de R$ 1 bilhão.

- O americano Eric Lefkofsky, fundador do Groupon e de outras cinco empresas com valor de mercado de pelo menos US$ 250 milhões cada, está de olho na área médica. Ele comprou a startup Tempus, com sede em Chicago, que trabalha com análise de dados e testes genômicos para o tratamento do câncer. A Tempus está avaliada em US$ 3,1 bilhões.

- Uma das maiores empresas brasileiras de tecnologia para gestão, a Senior atingiu a marca de 12 mil clientes no portfólio, incluindo gigantes como C&A, Fiat e Carrefour. Os negócios vão bem: a companhia encerrou o primeiro semestre com receitas de R$ 205 milhões, avanço de 32% ante o mesmo período de 2018.

- Está em busca de um bom investimento? Veja o que disse à Bloomberg o americano Mark Mobius, experiente investidor, que costuma fazer previsões certeiras e guru financeiro de muitas gerações: “A perspectiva de longo prazo para o ouro é para cima, para cima, para cima. Francamente, você tem que comprar.”


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