Com a divulgação de novos cenários para as eleições de 2026 pela pesquisa AtlasIntel, muitas pessoas se perguntam como esses levantamentos são feitos e se são realmente confiáveis. Na prática, as pesquisas de intenção de voto funcionam como um retrato do momento, buscando traduzir a opinião de toda a população a partir de uma parcela controlada de entrevistados.

Para que o resultado seja preciso, tudo começa com a definição de uma amostra representativa, que geralmente envolve entre 1.000 e 5.000 pessoas. Os institutos utilizam dados oficiais do Censo Demográfico do IBGE e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para espelhar o perfil exato do eleitorado. O objetivo é criar um "mini-Brasil", que respeite as proporções exatas de sexo, faixa etária, nível de escolaridade, renda e distribuição geográfica da população.

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Como são escolhidos os entrevistados?

A partir do perfil demográfico traçado, os entrevistados são selecionados seguindo critérios estatísticos rígidos dentro de cada um desses grupos. Essa metodologia garante que diferentes segmentos da sociedade tenham voz no levantamento.

Hoje, a abordagem ocorre por três canais principais:

  • Presencial: em domicílios ou pontos de grande circulação;

  • Telefônica: por meio de discagem aleatória (CATI) para números fixos e celulares;

  • Online: via questionários digitais direcionados e com pós-estratificação da amostra — método que ganhou muito espaço e precisão nos últimos anos.

Cada método possui suas particularidades, mas o ponto crítico é o rigor na seleção dos participantes. Isso evita que a amostra se concentre em um único perfil de eleitor, o que distorceria completamente o resultado final.

O que é a margem de erro?

Toda pesquisa apresenta uma margem de erro, que indica a variação máxima estimada para os resultados, para mais ou para menos. Por exemplo, se um candidato tem 30% das intenções de voto e a margem de erro é de dois pontos percentuais, seu desempenho real flutua entre 28% e 32%.

É essa margem que determina o chamado "empate técnico". Ele acontece quando o intervalo de variação de um candidato se sobrepõe ao do adversário. Se o Candidato A tem 30% (podendo ter de 28% a 32%) e o Candidato B tem 27% (podendo ter de 25% a 29%), as faixas se cruzam entre 28% e 29%, tornando impossível cravar quem está na liderança isolada.

E o nível de confiança?

Outro indicador crucial é o nível de confiança, geralmente fixado em 95%. Esse número representa a probabilidade de o resultado da amostra retratar a realidade do universo total de eleitores, dentro da margem de erro.

Na prática, significa que se o instituto repetisse essa mesma pesquisa 100 vezes, sob as mesmas condições, em 95 delas o resultado estaria dentro da margem de erro prevista.

No Brasil, todas as pesquisas eleitorais de intenção de voto destinadas ao conhecimento público são obrigatoriamente registradas no Sistema de Registro de Pesquisas Eleitorais (PesqEle) do TSE antes de sua divulgação, o que garante a transparência dos dados e o acesso público às metodologias utilizadas.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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