O pedido da cúpula do PL para Flávio ter mais cuidado com o que fala na reta final

Com vantagem construída no primeiro turno, aliados do candidato do PL entendem que ele deve evitar dar munição à campanha do PT. O candidato do PL segue avançando na busca de apoios de partidos do Centrão

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Aliados de Flávio Bolsonaro querem que ele seja mais cuidadoso nos discursos para evitar deslizes. O alerta passou a ser feito depois que ele falou genericamente em modificar a Constituição, durante o evento em Goiânia na terça-feira, 6, em que recebeu apoio de Ronaldo Caiado (PSD). A declaração gerou várias críticas e especulações sobre quais seriam exatamente as mudanças. Um dia depois, o candidato do PL teve de explicar: afirmou que pretende, via emendas à Constituição, aprovar uma reforma do Judiciário e, ainda, a redução da maioridade penal.

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Para integrantes da cúpula do PL, foi um deslize que deu munição à campanha de Lula, cuja campanha vem apostando na estratégia de estimular o medo entre os eleitores com a possível volta do bolsonarismo ao poder. “Ele deu arma para o inimigo”, disse ao PlatôBR, sob reserva, um integrante da cúpula do partido. “Agora não é hora de propor nada. Ele foi com vantagem sobre Lula para o segundo turno. Agora é preciso somente administrar essa vantagem para poder ganhar do Lula com uma vantagem de cinco a seis pontos”, emendou.

A ideia do PL é que nenhuma proposta nova seja apresentada pelo candidato até o segundo turno, marcado para o dia 25 de outubro. Outra recomendação do comando do partido é no sentido de conter a euforia com a vantagem. A ordem é evitar o clima de “já ganhou” que, na avaliação de aliados, esteve bastante presente no discurso do candidato ao lado de Caiado e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Por mais que o partido tenha conseguido eleger as maiores bancadas na Câmara e no Senado, é preciso considerar que ainda há mais uma rodada de votação, defendem esses correligionários de Flávio. “Eleição, só depois da apuração”, brincou um membro da direção do partido.

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Flávio tem avançado na conquista de apoios políticos e já obteve o endosso de Caiado e do ex-presidente Michel Temer (MDB). Além disso, também costurou adesões do Novo, do Podemos, da federação formada pelo União Brasil e pelo PP. Nesta quarta, com a ajuda de Tarcísio, ele garantiu também o apoio do Republicanos, que no primeiro turno havia se declarado neutro. Como contrapartida, a legenda vem tentando que Flávio apoie a recondução de Hugo Motta (Republicanos-PB) ao comando da Câmara, mesmo com o PL tendo conquistado no domingo passado a maior bancada da casa.

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