Lula desafia Flávio Bolsonaro sobre fim da escala 6x1; veja
Proposta que garante dois dias de descanso sem corte no salário avança em Brasília; saiba como a mudança pode transformar a rotina do trabalhador
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está empenhado na aprovação do fim da escala 6x1 em tramitação no Senado Federal. Em vídeo gravado para as redes sociais, o presidente desafiou o senador Flávio Bolsonaro sobre o posicionamento partidário na votação: "Você percebeu que o Congresso Nacional começou a votar o fim da escala 6x1? Eu quero saber como é que o Flávio Bolsonaro vai votar! Eu quero saber como é que ele vai orientar o PL para votar".
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O Plenário do Senado Federal realizou na quarta-feira (7/10) a segunda das cinco sessões de discussão, em primeiro turno, da Proposta de Emenda à Constituição 221/2019. A terceira acontece nesta quinta. Pelas regras regimentais internas, a proposta precisa passar por cinco debates em plenário antes da primeira votação. Uma PEC também necessita de aprovação em dois turnos antes de ser considerada aprovada.
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Diferenças entre os projetos
O texto apresentado pelo governo estabelece a redução da jornada de trabalho para o modelo 5x2, sem corte salarial. Na gravação compartilhada, Lula explicou a proposta: "O que é o fim da escala 6x1? É o trabalhador deixar de trabalhar 6 dias e descansar só um, para trabalhar só 5 dias e ficar 2 em casa. É isso que é o fim da escala 6x1".
A oposição liderada por Flávio Bolsonaro defende um formato alternativo. Nessa terça-feira (6/10), Flávio mais uma vez se mostrou contra o fim da escala 6×1. A versão oposicionista estabelece a possibilidade de diminuir a jornada com redução proporcional do salário dos trabalhadores. “Uma proposta infinitamente melhor, que é a da liberdade para o trabalhador escolher a sua própria carga horária”, argumenta.
Tentativa de adiamento
A bancada de oposição no Senado tenta adiar a votação marcada para a próxima semana. Senadores bolsonaristas se reuniram na quarta-feira (7) e decidiram pedir ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que a votação ocorra apenas após o resultado da eleição presidencial.
O coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência da República, senador Rogério Marinho, informou que o grupo não se recusa a debater a jornada de trabalho, mas avalia o período como inadequado. Sem declarar o voto da bancada, Rogério Marinho destacou: "Não faz bem ao país votar um assunto dessa gravidade, dessa importância e com essa repercussão da maneira que está sendo votado".
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A líder do governo Lula no Senado, Teresa Leitão, recolhe assinaturas para solicitar calendário especial e antecipar a votação antes do segundo turno: "A cara de quem é contra [o fim da 6x1] tem que ser mostrada".