Com o fim, neste sábado, 4, do prazo para a renúncia dos ministros que vão disputar eleições em outubro, apenas 11 dos integrantes do primeiro escalão que tomaram posse em janeiro de 2023 continuam nos cargos. Os outros oito que não saíram nessa leva chegaram aos postos depois, em substituição aos titulares que entraram no início do mandato. 

Ao todo, 18 ministros foram exonerados na reta final do prazo fixado pelo TSE para os candidatos em outubro, exatamente metade do total das 38 pastas do governo. Na equipe original, eram 37 ministério. Em abril de 2023, ,  mas em abril de 203 Lula criou o Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, ocupado até a semana passada por Márcio França, que deve se candidatar em São Paulo para senador ou para deputado.

Houve também o remanejamento do ministro André de Paula (anteriormente na Pesca) para o Ministério da Agricultura. O presidente chegou ao fim de semana sem confirmar quem vai ocupar a vaga de Gleisi Hoffmann na SRI (Secretaria de Relações Institucionais), que saiu do Planalto para disputar a eleição, pelo PT, para o Senado no Paraná. A última nomeação de Lula foi do substituto do vice Geraldo Alckmin no MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria Comércio e Serviços), Márcio Elias, que era secretário-executivo da pasta.

A orientação do presidente para os ministros que permanecem e para os que chegam nesse período pré-eleitoral é “entrega”. Ao discursar na saída dos pré-candidatos, Lula disse que não espera nenhum projeto novo das pastas, mas a apresentação de resultados do trabalho feito ao longo dos primeiros três anos de mandato para usar na campanha.

Entre os integrantes da equipe que permanecem, pelo menos dois ainda podem desfalcar o time este ano. Indicado por Lula para o STF, o chefe da AGU (Advocacia Geral da União), Jorge Messias, seguirá para a nova função se for aprovado pelo Senado. O ministro Wellington Dias (Desenvolvimento Social, Família e Combate à Fome) planeja tirar alguns meses de férias para ajudar na campanha de reeleição do presidente.

Veteranos
Também ficam nos cargos três veteranos da Esplanada. Luiz Marinho (Trabalho e Emprego) participou do primeiro mandato de Lula, como ministro do Trabalho, e também do segundo, como ministro da Previdência Social. Mauro Vieira retornou à pasta da Relações Exteriores, cargo que ocupou do início do segundo governo de Dilma Rousseff até o impeachment.

José Múcio (Defesa) participou do segundo governo Lula, foi ministro das Relações Institucionais. Entrou no mandato atual para pacificar a relação com as Forças Armadas e conseguiu manter o comando durante o difícil período da tentativa de golpe militar, dos julgamentos e das condenações e prisões do ex-presidente Jair Bolsonaro e de militares de alta patente. Tentou sair no meio do mandato, mas o presidente pediu que ele ficasse e não mexeu em uma área sensível.

Abaixo a lista completa dos ministros que não saíram:

Estão no governo desde o início:
Advocacia-Geral da União: Jorge Messias
Defesa: José Múcio
Desenvolvimento Social, Família e Combate à Fome: Wellington Dias
Ciência, Tecnologia e Inovação: Luciana Santos
Controladoria-Geral da União: Vinícius Carvalho
Cultura: Margareth Menezes
Gestão e Inovação nos Serviços Públicos: Esther Dweck
Integração e Desenvolvimento Regional: Waldez Goés
Minas e Energia: Alexandre Silveira
Relações Exteriores: Mauro Vieira
Trabalho e Emprego: Luiz Marinho

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Assumiram os cargos durante o mandato:
Comunicações: Frederico de Siqueira Filho
Comunicação Social: Sidônio Palmeira
Gabinete de Segurança Institucional: Marcos Amaro
Justiça e Segurança Pública: Wellinton Lima e Silva
Mulheres: Márcia Lopes
Saúde: Alexandre Padilha
Secretaria-Geral da Presidência da República: Guilherme Boulos
Turismo:Gustavo Feliciano

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