Fuga de Flávio Bolsonaro teve ajuda de ex-agente da inteligência israelense
Investigação aponta que ex-membro do Mossad estava em van que abriu caminho na fronteira minutos antes do senador atravessar rumo aos EUA em jato particular
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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - As investigações sobre a fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL) para os Estados Unidos após a derrota nas eleições presidenciais apontam que um ex-agente do serviço de inteligência do governo de Israel participou da operação. A informação foi veiculada pelo Fantástico, da TV Globo, neste domingo (1º/10).
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Segundo a reportagem, o ex-agente do Mossad Menachem Booky Halevy era um dos passageiros de uma van que cruzou a fronteira do Brasil com a Argentina minutos antes da passagem do veículo que levava Flávio Bolsonaro e sua família.
O outro passageiro seria o advogado Roberto Jorge Alexandre, que atuou na defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro.
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Ao Fantástico, o motorista do veículo Neri Luiz Dala Corte disse ter sido contratado para levar dois homens até o aeroporto de Puerto Iguazú. Tanto a van que levou os dois homens quanto a que transportou a família Bolsonaro pertencem à empresa brasileira Iguaçu Dallas Travel Turismo.
Menachem entrou no Brasil no dia 19 de outubro, mas já teria estado no país outras três vezes este ano. Na quinta-feira (29/10), quando pretendia embarcar no aeroporto de Guarulhos para Bogotá, na Colômbia, foi levado pela Polícia Federal para prestar esclarecimentos. Depois do depoimento, comprou uma nova passagem para os Estados Unidos e embarcou, ainda de acordo com o Fantástico.
Flávio Bolsonaro cruzou a fronteira com a Argentina e, de lá, rumou para a cidade de Miami em um jato particular na madrugada de quarta-feira (28/10). A fuga ocorreu depois que o parlamentar, alvo de dois inquéritos por lavagem de dinheiro, foi proibido de sair do país e teve seus passaportes cancelados por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF).
Os jornais The New York Times e The Wall Street Journal publicaram que o avião que levou o candidato derrotado teria sido contratado por Jason Miller, assessor do presidente dos EUA, Donald Trump.
O filho de Jair Bolsonaro (PL), ex-presidente condenado e preso por tramar um golpe de Estado, não reconheceu sua derrota nas urnas para o presidente Lula (PT). Ainda no domingo (25/10), o ex-postulante do PL discursou criticando a prorrogação do horário de votação -pedido que sua campanha também fez ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
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Depois de ser intimado pela Polícia Federal na segunda-feira (26), afirmou que nunca pensou em sair do Brasil, que entregaria os passaportes e que pediria a cassação da chapa vencedora. Na quarta-feira (28), já em Miami, divulgou várias versões de uma carta golpista em que disse que lideraria a oposição a partir dos EUA.