Derrotado, Flávio Bolsonaro (PL) disse que não aceita o resultado do segundo turno da eleição presidencial e anunciou que vai pedir a anulação do pleito deste domingo (25/10).
“O que aconteceu hoje não foi algo normal, foi, inclusive, inaceitável”, iniciou o candidato do PL, em breve declaração após a apuração, que revelou a vitória de Lula (PT) por 51,79% dos votos a 48,21%.
Ele reclamou da prorrogação do horário de votação em duas horas, concedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin, após pedido de ambas as candidaturas para aumento do prazo em locais específicos devido a denúncias de problemas e boicote no transporte público.
Flávio citou que Zanin foi advogado de Lula: “A pedido de um ex-sócio dele, dá uma canetada e muda a regra do jogo, no meio do jogo”. A decisão se baseou em um pedido da defesa do presidente para prorrogar o horário em estados específicos, mas a campanha do PL também pediu a mudança em São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
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“Houve uma quebra total de isonomia entre os brasileiros de diversas cidades e diferentes estados. Eu nunca vou saber se, em um estado onde as urnas não foram reabertas, quantos votos eu poderia ter. É inexplicável ter acontecido o que aconteceu”, discursou.
Por outro lado, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro Kassio Nunes Marques, disse que a intervenção de Zanin não provocou "nenhuma alteração" na eleição.
O candidato do PL disse ser “impossível” reconhecer o resultado das eleições nessas condições. “Nós vamos usar o nosso jurídico e vamos pedir a anulação dessas eleições”.
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“Tem muita coisa para ser esclarecida antes de o Brasil simplesmente reconhecer essa sacanagem que ocorreu nessas eleições. Eu não vou desistir do meu Brasil!”, concluiu Flávio.
