O canal no WhatsApp "Exército de Lula", articulado pelo deputado federal reeleito André Janones (Rede), reúne 4,1 milhões de apoiadores voltados à mobilização digital em favor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no 2º turno. A iniciativa gerou uma onda de memes pelas redes sociais, provocando até reação do perfil oficial do presidente e levando Janones a criar uma página exclusiva para as sátiras no Instagram (@memesexercitodolula).

"Companheira, vou conversar com o Janones sobre o descanso, mas nesses 13 dias vamos trabalhar sem parar. Bora, Brasil!", disse Lula em um dos memes, o que gerou mais de 70 mil curtidas e mais de 4 mil repostas até o fechamento desta matéria. 

Presidente reagiu ao meme de uma soldado do "Exército do Lula"

Reprodução/Instagram

 

O que é "Exército de Lula"

O "Exército de Lula" é o nome dado a um canal de mobilização digital no WhatsApp e redes sociais, liderado pelo deputado federal André Janones. A iniciativa foi desenhada com o objetivo de articular e engajar militantes, influenciadores e apoiadores políticos em favor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O canal faz parte da estratégia de Janones para ampliar a comunicação em apoio à candidatura de Lula até o 2ºturno. O deputado afirmou que a mobilização digital será decisiva para a disputa. “Vamos ganhar essa eleição. Lula será reeleito presidente do Brasil", garante.

No "Exército de Lula" , Janones ensina como engajar nas redes sociais os conteúdos ligados ao presidente Lula e pede que quem já esteja lá, chame mais soldados.  

Disputa jurídica no TSE

A movimentação no aplicativo gerou embates entre campanhas eleitorais. No domingo (11/10), o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou a suspensão do grupo digital após pedido do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). A representação alegou que Janones coordenava a disseminação de desinformação e conteúdos ofensivos contra Flávio.

Ainda na tarde de domingo, o corregedor-geral da Corte, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, restabeleceu o funcionamento do canal e remeteu o assunto ao Plenário. Cueva sustentou a ausência de elementos probatórios suficientes para uma restrição ampla e pontuou: "a suspensão do canal não representa providência meramente instrumental de fiscalização do plano de conformidade. Trata-se de restrição direta ao funcionamento de um meio de comunicação eleitoral, com efeitos imediatos sobre o exercício da liberdade de expressão".

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Audiência

Na segunda-feira (12/10), a campanha de Flávio Bolsonaro protocolou nova manifestação técnica no TSE. O relatório apontou a exclusão de conteúdos e advertiu sobre duas mensagens associadas a temas já derrubados liminarmente pelo tribunal, ligando o senador ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro e a alterações na Constituição.

Diante das disputas por liminares e do ambiente de desconfiança em torno de determinações favoráveis ao candidato do PL, Kassio Nunes Marques designou uma reunião para terça-feira, às 15h30, convocando as equipes jurídicas de Lula e de Flávio Bolsonaro.

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