O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) negou que planeja limitar a correção de aposentadorias e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) à inflação. Ele declarou que os pagamentos seguirão com aumentos acima dos índices inflacionários, repetindo a regra atual. A fala ocorreu nesta quinta-feira (8/10), logo após receber o apoio formal do partido Podemos.
A manifestação rebate estudos da própria equipe econômica do candidato. O grupo técnico avalia desvincular as correções da previdência e do BPC dos ganhos reais concedidos ao salário mínimo. Esse plano visa diminuir as despesas obrigatórias da União em aproximadamente R$ 250 bilhões, o equivalente a 2% do Produto Interno Bruto (PIB). As informações foram divulgadas pela Folha de S.Paulo.
Pelo formato analisado, aposentadorias e auxílios receberiam apenas a reposição do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) quando o piso nacional obtiver ganho real. Hoje, o INSS paga mais de 41 milhões de benefícios, sendo cerca de 70% no valor do piso. A campanha declarou que debates com empresários e mercado financeiro não integram compromissos oficiais nem constam no plano registrado.
Defesa dos benefícios e corte de gastos públicos
Flávio afirmou que não fará contenção financeira sobre a população vulnerável e classificou as menções sobre cortar aumentos como “fake news do PT”. Para exemplificar a posição, citou a própria família: a avó atuou como professora da rede estadual e necessita de auxílio financeiro dos netos para compras no fim do mês.
Como alternativa para equilibrar as contas, o candidato defendeu o combate à corrupção e a fiscalização de empresas estatais. Flávio afirmou que as estatais geraram R$ 18 bilhões em lucro sob o governo de Jair Bolsonaro (PL), enquanto agora acumulam R$ 36 bilhões de prejuízo. “Olha como é que a gente não pode fazer um governo moderno, enxuto, combatendo cada centavo de dinheiro público que é desperdiçado com contratos superfaturados, com roubo de aposentado INSS”, declarou.
Planos para saúde e educação
Os assessores econômicos também avaliam mudanças nos pisos constitucionais de saúde e educação. Pelo modelo discutido, os repasses deixariam de acompanhar a arrecadação federal, passando a receber somente a atualização inflacionária. A assessoria reforçou que os tópicos avaliados não constituem diretrizes oficiais da candidatura.
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Apesar das discussões técnicas sobre desvincular os benefícios do salário mínimo, o candidato garantiu a continuidade dos aumentos reais: “O Brasil é riquíssimo, não vou fazer economia em cima das pessoas que mais precisam, vou cuidar dessas pessoas e vou fazer muito mais do que eles fizeram no passado.”
