ELEIÇÕES 2026

Flávio Bolsonaro critica reajuste do Bolsa Família e questiona legalidade

Candidato do PL afirma que aumento de 15% anunciado por Lula é ilegal por ocorrer a 17 dias do primeiro turno; governo sustenta que medida recompõe inflação

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O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) criticou, nesta quinta-feira (17/9), o reajuste de 15,04% anunciado pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o Bolsa Família. Durante um comício em Vitória da Conquista (BA), o senador afirmou que a medida seria ilegal por ter sido adotada a 17 dias do primeiro turno das eleições.

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“Não caiam em mais uma promessa da campanha, porque Lula age no desespero, acabou de fazer um decreto mesmo sabendo que é ilegal e que é proibido durante as eleições”, declarou. Flávio também afirmou que o governo não havia feito a correção durante os quatro anos de gestão e que o reajuste seria uma tentativa de influenciar o eleitorado. “Ele acha que vai enganar alguém com o reajuste do Bolsa Família. Ele sabe que isso não pode. Mas é o desespero, porque sabe que já perdeu”, disse fazendo menção ao petista.

O decreto assinado por Lula foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União hoje cedo e prevê aumento de 15,04% nos valores do programa a partir de outubro. O piso mensal por família passará de R$ 600 para R$ 691, enquanto o benefício médio deverá subir para R$ 777. Segundo o governo, o percentual corresponde à variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulada entre março de 2023 e agosto de 2026. A justificativa oficial é recompor o poder de compra dos beneficiários, e o governo afirma que a atualização está prevista na legislação do Bolsa Família. 

A discussão também recupera o histórico eleitoral do próprio grupo político de Flávio. Em 2022, durante o governo Jair Bolsonaro (PL), o então Auxílio Brasil teve o benefício mínimo elevado de R$ 400 para R$ 600, em medida adotada no mesmo ano da eleição presidencial. A diferença é que o reajuste anunciado agora pelo governo Lula foi apresentado como uma correção inflacionária dos valores do programa, sem alteração das regras de acesso.

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