O governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), questionou a possibilidade de privatização da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e defendeu a manutenção dos lucros da estatal em benefício da população. Em resposta a um seguidor nas redes sociais do Estado de Minas, o senador rebateu a especulação de que venderia a empresa após assumir o comando do Executivo estadual, em janeiro de 2027.

A manifestação ocorreu nos comentários de uma publicação do jornal no Instagram sobre a defesa de Cleitinho pelo fim da escala de trabalho 6x1. Um internauta escreveu: “Vai vender a Cemig agora”, em referência ao governador eleito.

Cleitinho respondeu diretamente ao comentário e criticou o que considerou um julgamento antecipado sobre suas intenções à frente do governo mineiro. “Vocês julgam sem saber, condenam sem saber. De onde você tirou isso? Por que venderia uma empresa que dá lucro? Vou fiscalizar para que o lucro volte para o povo e não para o bolso dos acionistas”, escreveu.

A declaração indica uma posição contrária à venda da companhia, embora o governador eleito não tenha apresentado detalhes sobre como pretende assegurar que os resultados financeiros da Cemig sejam revertidos em benefícios à população.

Defesa do fim da escala 6x1

A resposta sobre a Cemig foi publicada em uma postagem que repercutia declarações de Cleitinho feitas nessa quarta-feira (7/10), durante uma viagem a Brasília. Na ocasião, o governador eleito participou de uma reunião do Republicanos que oficializou o apoio do partido ao senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Apesar do alinhamento com a candidatura de Flávio, Cleitinho reafirmou que continuará defendendo o fim da escala de trabalho 6x1, proposta apoiada pelo governo Lula. “Isso é democracia. Cada deputado, cada senador tem o direito de opinar do jeito que quiser. Eu sempre opinei para o fim da escala e vou continuar opinando com o fim da escala 6x1. Vou até o fim”, declarou.

O governador eleito permanece no Senado até janeiro e manifestou o desejo de participar da votação da proposta, que voltou a tramitar na Casa nesta semana. “Eu quero ainda ter o prazer de estar como senador para poder apertar meu dedo e votar”, afirmou.

A defesa da redução da jornada de trabalho também foi abordada por Cleitinho durante a sabatina promovida pelo Estado de Minas, em parceria com o Portal Uai e a TV Alterosa, no mês passado.

Na ocasião, o senador se emocionou ao recordar a rotina de trabalho da família no comércio e a dificuldade do pai, que morreu em abril de 2024, de tirar períodos de descanso.

“Quando eu era do varejo e trabalhava com a minha família, a gente trabalhava de segunda a segunda, 7x7. Muito do que eu defendo é porque eu não vi meu pai poder ter um descanso”, relatou.

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Cleitinho também criticou a jornada dos próprios parlamentares e sustentou que sua posição sobre o fim da escala 6x1 independe das divergências políticas com o governo federal.

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