Vitória de Lula é conquista inédita
Presidente se torna o primeiro candidato desde a redemocratização a vencer o segundo turno após terminar a primeira etapa da eleição atrás do adversário
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conquistou, neste domingo (25/10), uma vitória inédita na história das eleições presidenciais brasileiras desde a redemocratização. Reeleito para um quarto mandato à frente do Palácio do Planalto, o petista se tornou o primeiro candidato a reverter uma derrota no primeiro turno e vencer a votação decisiva.
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Com 99% das urnas apuradas, Lula alcançou 51,7% dos votos válidos, contra 48,2% do senador Flávio Bolsonaro (PL), e estava matematicamente eleito, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Até então, nas sete eleições presidenciais anteriores decididas em dois turnos, o postulante que terminou a primeira etapa na liderança também venceu a disputa final.
Lula rompeu essa sequência após chegar ao segundo turno em desvantagem de aproximadamente 2,2 milhões de votos.
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Na votação de 4 de outubro, o presidente recebeu 45,16% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro alcançou 47,03%. A diferença de 1,87 ponto percentual colocou o senador à frente na disputa, vantagem que foi revertida pelo petista neste domingo.
O resultado também contrariou a vantagem numérica de Flávio registrada nas pesquisas divulgadas na reta final da campanha. Na véspera da eleição, levantamento do Datafolha apontava o senador com 51% dos votos válidos, contra 49% de Lula. Os dois candidatos estavam tecnicamente empatados, considerada a margem de erro de dois pontos percentuais.
A vitória também representa outra marca inédita na trajetória de Lula. Aos 80 anos, o petista se tornou o primeiro político brasileiro a vencer quatro eleições presidenciais pelo voto popular. Ele governou o país entre 2003 e 2010, após vencer as disputas de 2002 e 2006, e retornou ao Planalto em 2023, depois de derrotar Jair Bolsonaro (PL) em 2022.
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Com a reeleição, Lula permanecerá no comando do Executivo federal até dezembro de 2030, ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).