GAMEFICAÇÃO

'Super Flávio World': jogo satiriza escândalos de Flávio Bolsonaro

Inspirado em Super Mario, newsgame gratuito repassa as principais polêmicas do senador: das rachadinhas à anulação de provas no STF

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O senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), é o protagonista do jogo gratuito "Super Flávio World", um game independente que satiriza investigações e escândalos ligados ao político. Inspirado no clássico "Super Mario World", o título transforma acusações de corrupção em fases de videogame.

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O jogo foi lançado dias antes do primeiro turno, realizado no último domingo (4/10), mas viralizou após as eleições. Os criadores do jogo não são identificados. O site se define como “uma iniciativa independente que tenta conscientizar sobre os problemas que cercam um dos candidatos a presidente”.

Entre os episódios abordados tanto no site quanto no jogo estão o esquema de "rachadinha", a compra de uma mansão de R$ 6 milhões, a anulação de provas pelo STF e uma suposta ligação com milicianos.

“Flávio é candidato a presidente, e o mandato dele de senador termina em 31 de janeiro de 2027. Se perder a eleição, fica sem cargo a partir de 2027 e perde o foro privilegiado nos casos que não têm a ver com o mandato, que passam a correr na Justiça comum, como os de qualquer cidadão. Se for eleito, a Constituição impede que um presidente seja responsabilizado, durante o mandato, por atos alheios ao cargo. Aí o jogo provavelmente continua, impune, no Super Flávio World”, alerta o game.

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As fases do jogo

Cada etapa de "Super Flávio World" recria uma polêmica real, misturando humor e denúncia. As missões do jogador são baseadas em fatos investigados pela imprensa e por autoridades.

FASE 1: O FANTASMA DA CÂMARA
O jogador precisa bater o ponto em Brasília sem ser visto, pois mora e estuda no Rio. A fase representa a acusação sobre funcionários fantasmas no gabinete, que recebiam salários sem trabalhar.

FASE 2: O ASSESSOR DE WALL STREET
Aqui, o jogador assume o papel de Queiroz e deve recolher parte dos salários dos assessores para o chefe, fugindo de fiscais do Coaf. A fase aborda o esquema da "rachadinha" na Alerj.

FASE 3: LAÇOS DE FAMÍLIA
A missão é entregar crachás do gabinete para a mãe e a esposa de um miliciano homenageado. A etapa critica os vínculos de Flávio com Adriano da Nóbrega, chefe do "Escritório do Crime".

FASE 4: A FANTÁSTICA FÁBRICA DE DEPÓSITOS
O objetivo é depositar dinheiro vivo em caixas eletrônicos de uma loja de chocolates. A fase remete à acusação de que a franquia Kopenhagen do senador era usada para lavar dinheiro.

FASE 5: E AS PROVAS, O VENTO LEVOU
O jogador deve desviar de provas e relatórios do Coaf que voam pela tela até chegar ao STF. A etapa ironiza as decisões judiciais que anularam as principais provas do caso das rachadinhas.

FASE 6: QUASE 200 MIL
Nesta fase, é preciso juntar moedas para destinar uma emenda de quase R$ 200 mil, enquanto desvia de celulares da PF e de um auditor do TCU. A referência é a negociação de verbas com o miliciano "Peixe".

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FASE 7: SHOW ME THE MONEY
O jogador monta em um cavalo e coleta dólares para o filme "The Dark Horse", fugindo de agentes da PF. A fase se baseia na investigação sobre o financiamento de US$ 24 milhões do Banco Master para o longa.

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