O cantor Zeca Pagodinho declarou apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o ato “Cultura com Lula”, realizado na noite dessa quarta-feira (23/9), na Fundição Progresso, na Lapa, no Rio de Janeiro. Ao lado de outros nomes da música e da cultura brasileira, o sambista afirmou que o apoio ao presidente também está presente entre pessoas próximas a ele.

“Eu, minha família, meus amigos, todo mundo é Lula, não tem outro”, disse Zeca durante o encontro.

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O cantor participou do evento, mas deixou o local antes do fim da programação. A declaração ocorreu em um ato que reuniu artistas, produtores culturais e lideranças políticas em torno da candidatura de Lula à reeleição.

Entre os participantes estavam Chico Buarque, Paulinho da Viola, Daniela Mercury, Lulu Santos, Marieta Severo, Zélia Duncan, Fernanda Abreu, Cissa Guimarães, Malu Mader e Tony Belotto. A ministra da Cultura, Margareth Menezes, também esteve no encontro.

A declaração de Zeca ocorre pouco mais de um mês depois de um vídeo falso atribuir ao cantor um apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência. Em agosto, circulou no TikTok uma gravação em que uma versão manipulada de Zeca aparecia pedindo apoio ao político e solicitando que usuários seguissem determinado perfil e comentassem os nomes de Flávio Bolsonaro e Jair Bolsonaro.

A publicação foi classificada como falsa pela Agência Lupa. Segundo a checagem, a imagem e a voz do cantor foram manipuladas com inteligência artificial para simular a declaração política. O vídeo havia alcançado 118,5 mil visualizações até a manhã de 13 de agosto.

O material original era uma entrevista concedida por Zeca à revista Veja e publicada no YouTube em 12 de novembro de 2015. Na entrevista, o cantor não menciona Flávio Bolsonaro nem faz a declaração que aparece no vídeo que circulou nas redes.

Lula defende política cultural

Durante o ato, além da participação dos artistas, Lula defendeu a criação de uma emenda constitucional para transformar as políticas culturais em uma política de Estado.

O presidente afirmou que a intenção é garantir a continuidade das ações voltadas à cultura mesmo com a mudança de governos. Segundo Lula, a política cultural não deveria ser modificada ou interrompida a cada troca de presidente.

“Para que a gente transforme a Cultura totalmente perene, é preciso que a gente coloque na Constituição aquilo que a gente quer de cultura”, afirmou.

Lula também pediu que deputados e senadores presentes ao evento discutissem a possibilidade de apresentar uma proposta nesse sentido.

O presidente ainda criticou mudanças realizadas durante o governo de Jair Bolsonaro e defendeu a existência de ministérios voltados a diferentes segmentos da sociedade.

Lula volta a criticar bets

No encontro, Lula voltou a defender o fim das plataformas de apostas esportivas, conhecidas como bets. O tema também havia sido abordado pelo presidente em seu discurso na ONU.

Durante o ato, ele afirmou que pretende acabar com as empresas de apostas e contestou o argumento de que elas são importantes para financiar clubes de futebol. Lula citou títulos mundiais conquistados pela seleção brasileira antes da expansão das apostas on-line.

"Em 58 nós fomos campeões do mundo, em 62 nós fomos campeões do mundo, em 70 nós fomos tricampeões, em 94 nós fomos tetra e em 2002 fomos penta sem BETs!", disse, sob aplausos.

O presidente também afirmou que o dinheiro movimentado pelas plataformas vem principalmente dos próprios apostadores.

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"Agora chegam as 'bets', que não oferecem nenhum entretenimento para ninguém! Sabe, e ficam financiando os clubes com o quê? Com o dinheiro do pobre!"

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