INVESTIGAÇÃO
Em depoimento à PF, Vorcaro nega que tenha tentado fugir do país
Banqueiro afirmou que viagem estava previamente agendada e negou que tenha montado grupo violento para intimidar opositores
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30/09/2026 19:58
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Em depoimento à Polícia Federal, nesta quarta-feira (30), o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, negou ter estruturado grupos violentos ou para pressionar opositores. Além disso, o investigado também negou que tenha tentado fugir do país. Ele foi preso em novembro do ano passado no Aeroporto de Guarulhos, quando estava tentando pegar um voo internacional.
De acordo com nota da defesa, na oitiva do banqueiro "foi irrefutavelmente esclarecido que o investigado jamais praticou, determinou ou se envolveu em qualquer ato de violência, intimidação, perseguição ou ameaça contra quem quer que seja, fato que é reconhecido nos autos pelos próprios investigadores e pelas testemunhas já ouvidas".
Os advogados negam que a Polícia Federal tenha comprovado a existência de grupos violentos, como o conhecido como "A Turma", que os investigadores dizem que foi montado para ameaçar, invadir sistemas e coagir. "Ressalta-se que após 8 meses de investigações, não há nenhuma vitimados supostos fatos citados na portaria inaugural do Inquérito Policial. Com o efetivo acesso da Defesa ao inquérito que investiga a suposta existência de grupos como "A Turma" ou "Os Meninos", ficou comprovado que tais expressões jamais designaram grupos específicos ou estruturas organizadas, evidenciado que não há qualquer tipo de ilicitude ou prática criminosa que possa ser atribuída a Daniel Vorcaro", destaca o texto divulgado pelos advogados.
Os advogados disseram que "esclareceu-se, ainda, que Daniel Vorcaro conhecia apenas a pessoa de Luiz Phillipi Mourão, com quem tinha contrato formal elícito de prestação de serviços de inteligência e segurança digital".
A defesa chamou alguns trechos de mensagens publicadas como "desabafos" e diz que não havia intenção de realizar ameaças. "Eventuais desabafos, oriundos de recortes maliciosos de mensagens privadas, proferidos em momentos de indignação, jamais redundaram em consequências práticas ou em qualquer risco real a terceiros, o que fica comprovado na própria sequência completa das mensagens, na realidade fática verificada e no perfil pacífico de Daniel Vorcaro", completa a nota.
Fuga
Durante oitiva na PF, Daniel Vorcaro negou que tenha tentado fugir e afirmou que tinha informado as autoridades da viagem que faria. "Ficou demonstrada também a inexistência de qualquer plano de fuga, uma vez que há provas cabais de que Daniel Vorcaro havia feito prévia comunicação da viagem a diversas autoridades,bem como reservas antecipadas de hotel e salas de reunião e registro de plano de voo. Valerememorar que a ordem de prisão só foi expedida bem após tais providências, às 15h29 do dia17 de novembro de 2025", ressalta o texto.
Os defensores sustentam que Vorcaro não representa perigo para o andamento das investigações e solicitaram que ele seja colocado em liberdade.
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