Abraji repudia ataques a jornalista após comentário sobre Nossa Senhora Aparecida
Organização emitiu nota de solidariedade à profissional após comentário sobre a padroeira do Brasil gerar ataques e uma correção formal da emissora
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A Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) publicou, na segunda-feira (28/9) uma nota de solidariedade à jornalista Maria Cristina Fernandes, que atua no jornal Valor Econômico, na rádio CBN e na GloboNews. A organização repudiou os ataques e tentativas de intimidação que a profissional sofreu na internet.
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A repercussão começou após um comentário da jornalista no último dia 24 de setembro de 2026. Na ocasião, ela citou um suposto movimento para alterar o status de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil.
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“Tem um movimento da Igreja Católica de reação a uma parcela de evangélicos que está mobilizando um projeto de lei para tirar de Nossa Senhora Aparecida a condição de padroeira, que pode sim surtir efeito entre os católicos a favor de Lula”, disse a jornalista.
Na realidade, não havia um movimento orgânico de evangélicos nem um projeto de lei com esse objetivo. A informação se baseava em rumores propagados na internet por simpatizantes de esquerda.
Em sua programação, a GloboNews leu uma nota para corrigir a comentarista. O texto informava que um projeto de lei semelhante existiu em 2007, mas foi arquivado no ano seguinte.
A decisão da emissora de se desculpar com os assinantes gerou reações distintas. Parte dos jornalistas brasileiros manifestou apoio a Maria Cristina Fernandes, enquanto políticos e militantes de direita criticaram o comentário dela por amplificar a ideia de uma operação para mudar o título da santa.
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Em sua nota, a Abraji descreveu Maria Cristina como “uma das jornalistas mais respeitadas do jornalismo político brasileiro” e afirmou que é inadmissível qualquer tentativa de intimidar ou descredibilizar um profissional por seu trabalho. A associação defendeu que divergências devem ser tratadas com argumentos, e não com ataques pessoais.
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O texto da Abraji não entrou no mérito da controvérsia política sobre a padroeira, não avaliou se a informação era falsa, nem se a correção da GloboNews foi acertada.