Flávio Bolsonaro: "Lula não consegue andar na rua porque é hostilizado"
Em campanha em São Paulo, candidato do PL diz que vai priorizar o corpo a corpo na reta final e cobra presença de Lula no debate da Globo
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O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, nesta segunda-feira (28/9), que vai priorizar o corpo a corpo com os eleitores na reta final da campanha. Durante agenda em São Paulo, ao lado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e do prefeito Ricardo Nunes (MDB), o parlamentar atacou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
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Segundo Flávio, o contato com a população é o “verdadeiro vestibular que o nosso concorrente (Lula) não pode passar porque não consegue andar na rua porque é hostilizado porque ninguém confia mais nele porque o legado que está deixando é de violência é de impostos altos.”
A primeira parada do candidato foi no Brás, região de comércio popular da capital paulista. No local, ele voltou a criticar o governo federal e afirmou que os eleitores querem mudança. “Recebemos com muito carinho esse calor humano por onde a gente está passando. Do Norte ao Nordeste, Centro-Oeste e Sul, e agora aqui em São Paulo junto com o Tarcísio, com o Ricardo Nunes”, disse.
“Aqui é onde o povo tá aqui junto, onde a gente tá aqui próximo de quem tá sofrendo com o atual governo, sofrendo com a violência, sofrendo com altos impostos e todo mundo repetindo só uma palavra para o presidente da República: mudança! E é assim que o Brasil vai se comportar daqui pra frente mudando pra muito melhor, se Deus quiser.”
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Debate na Globo
Flávio também reafirmou que participará do debate da Rede Globo, na próxima quinta-feira (1º/10), e cobrou a presença de Lula. “Eu espero que o Lula vá para o debate da Globo; é com ele que eu quero debater. Tô chamando ele pra discutir qual o projeto pro Brasil é melhor: se é o meu ou se é o dele”, afirmou.
O candidato do PL acusou o adversário de recorrer a medidas provisórias para tentar avançar nas pesquisas e criticou a proposta de proibição das bets. Na avaliação dele, a iniciativa foi tomada às pressas e gera insegurança jurídica.
“Eu fiz o exame de DNA ontem pra ver quem era o pai do Tigrinho. Deu o Lula; Lula o pai do Tigrinho. Ele assinou a lei em 2023 que regulamentou o Tigrinho, quadruplicou a quantidade de apostadores. Ele causou uma insegurança jurídica absurda com uma Medida Provisória querer revogar e a gente votou contra o Tigrinho. Nós do PL votamos contra o cassino online; o PT todo votou a favor. E uma Medida Provisória que dura só quatro meses. Nada impede que lá na frente o Tigrinho e o cassino online voltem com toda a força.”
Nossa Senhora Aparecida
Durante a agenda, Flávio voltou a acusar o PT de disseminar informações falsas envolvendo seu nome e Nossa Senhora Aparecida. O senador elogiou uma nota da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) que, segundo ele, desmente o conteúdo.
“Está descontrolado, já fez tudo que podia e o que não podia. Está fazendo o diabo, fazendo fake news que não acaba mais”, disse, em referência a Lula. “Agradeço a CNBB confirmando que essa é uma grande fake news que foi potencializada pelo PT”, completou.
Flávio também acusou a primeira-dama, Janja da Silva, e Simone Tebet de compartilhar a informação e afirmou que Lula repetiu o conteúdo em uma entrevista à Band.
“(A mentira) já foi compartilhada pela Janja, foi compartilhada pela Simone Tebet aqui em São Paulo, e o Lula, num ato de desespero, foi desmoralizado, desmascarado ao vivo ontem, em uma entrevista na Band, onde tentou insistir nisso e o repórter prontamente falou: ‘Olha, presidente, isso é uma fake news’. Então, a todos os católicos aqui, quero agradecer a confiança e dizer que isso não existe”, afirmou. “Todo mundo viu que eu sou uma pessoa que respeita as religiões. Todas!”
Apoio de Tarcísio
Ao lado de Flávio, Tarcísio reforçou o apoio à candidatura e associou os juros e os preços à insatisfação dos empreendedores com o governo federal.
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“A gente vê que os empreendedores do Brasil estão sofrendo, estão clamando por mudança; ninguém aguenta mais o juro alto, ninguém aguenta mais o preço das coisas e essa mudança tem nome: é Flávio Bolsonaro! Por isso que a gente tá junto. Pra mostrar, a gente respeita, a gente tem apreço pelo trabalho dos empreendedores”, declarou.