Gabriel Azevedo propõe governos regionais em Minas Gerais
Em campanha no Noroeste do estado, candidato do MDB questiona concentração das agendas em locais com mais eleitores
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O candidato ao governo de Minas Gerais Gabriel Azevedo (MDB) defendeu, nesta terça-feira (22/9), em Formoso, no Noroeste do estado, que a distância entre os municípios e a dispersão da população pelo território não justifiquem deixar a região fora das prioridades de campanha e de governo. Durante passagem pelo município, o ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte apresentou propostas para transporte da produção agrícola e apoio às prefeituras.
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Gabriel classificou o Noroeste como a região menos procurada pelos candidatos e questionou a concentração das agendas em locais com mais eleitores. A programação desta terça-feira incluiu cinco municípios.
“Já ouvi que não vale a pena fazer campanha no Noroeste porque os municípios são muito grandes e a população vive espalhada. Minha resposta é simples: quem quer governar Minas Gerais tem obrigação de olhar para todos os municípios, independentemente do tamanho. O direito de uma pessoa ser ouvida não depende de quantos eleitores moram perto dela”, afirmou.
Em Formoso, o candidato esteve acompanhado de Arcanjo Pimenta (MDB), que disputa cadeira no Senado, e das ex-prefeitas Nena Marquese, do município, e Tânia Menezes, de Uruana de Minas. As duas participam da coordenação da campanha na região. Nena também é segunda suplente de Arcanjo.
Ao comentar a organização da agenda, Gabriel relacionou a experiência das ex-prefeitas às demandas dos municípios e citou a atuação de Nena como produtora de laranjas para abordar as dificuldades de escoamento da produção.
“Nena e Tânia conhecem as dificuldades de administrar uma prefeitura e de fazer o serviço chegar a quem mora longe. São duas mulheres que nos ajudam a percorrer essa região enorme ouvindo as pessoas. A Nena também planta laranjas. Conhece o trabalho de quem produz e precisa fazer a colheita chegar ao mercado. É esse conhecimento da vida real que quero levar para o governo”, declarou.
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Ligação ferroviária entre Pirapora e Unaí
Para o transporte da produção, Gabriel propõe preparar uma ligação ferroviária entre Pirapora e Unaí, conectada à malha nacional. O projeto faz parte das propostas de longo prazo da candidatura para as ferrovias e busca facilitar tanto o escoamento de grãos quanto a chegada de insumos usados na atividade agrícola.
A implantação seria feita por etapas, a partir de estudos de demanda, definição dos terminais e articulação com a União e o setor privado para o financiamento. O candidato defende elaborar os projetos e iniciar as intervenções que estiverem tecnicamente prontas, sem assumir o compromisso de concluir todas as propostas ferroviárias em um mandato.
“O Noroeste precisa de uma ligação ferroviária que ajude a levar a produção e a trazer os insumos de que o produtor necessita. Não basta desenhar um traçado. É preciso demonstrar a demanda e definir os terminais, além de construir o financiamento e saber quem vai operar. Meu compromisso é trabalhar para que esse projeto avance por etapas e tenha continuidade depois de cada mudança de governo”, explicou.
Além da ferrovia, o programa prevê contratos de manutenção das rodovias com duração de vários anos, vinculados ao desempenho dos serviços, com fiscalização e indicadores de qualidade. A proposta é preservar as estradas e enfrentar a deterioração dos trechos por onde passa a produção.
Na mesma área, Gabriel defende fortalecer a assistência técnica da Emater-MG e a pesquisa aplicada da Epamig, com foco nas necessidades dos produtores. “Desenvolvimento começa por reconhecer a vocação de cada lugar. A pesquisa precisa ajudar a resolver o problema do produtor. A assistência técnica precisa chegar à propriedade. E a estrada precisa permitir que a produção saia com segurança. É assim que o esforço de quem trabalha pode se transformar em mais renda na região”, disse.
Apoio às prefeituras
A distância dos municípios em relação à capital também foi abordada pelo candidato ao apresentar a proposta de governos regionais. Segundo o plano, essas estruturas seriam responsáveis por ajudar as prefeituras a preparar projetos e acompanhar a execução das ações estaduais.
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A proposta prevê reorganizar equipes e estruturas existentes, sem ampliar a despesa com pessoal nem estabelecer uma autoridade política acima dos prefeitos. “Não quero que uma prefeitura tenha de ir repetidamente a Belo Horizonte para descobrir em qual mesa seu projeto ficou parado. O estado precisa ajudar a preparar e acompanhar, com responsabilidade definida e resposta para o município", afirmou.