Gabriel Azevedo: discutir a volta da Escola Plural é 'assustador'
Candidato do MDB ao governo de Minas diz que Patrus quer retomar o modelo em reunião com o sindicato de professores; petista não foi ao debate da Record
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O candidato do MDB ao governo de Minas, Gabriel Azevedo, classificou como "assustador" o interesse de Patrus Ananias (PT) em retomar o diálogo sobre a Escola Plural, modelo pedagógico implantado na rede municipal de Belo Horizonte na gestão do petista na prefeitura. A crítica foi feita depois do debate da Record Minas, nesta segunda-feira (21/9), ao qual Patrus não compareceu. Gabriel e o governador Mateus Simões (PSD) foram os únicos dos seis convidados a ir ao estúdio.
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Segundo Gabriel, Patrus esteve com o sindicato de professores e disse querer retomar o diálogo sobre o programa. "Isso é assustador. Todo mundo sabe que [...] ele implementou um modelo em que não havia aprendizagem. Nós tivemos gerações sem saber ler, sem saber escrever. Quando ele fala que quer retomar isso, me assusta como professor que sou."
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Kalil também é criticado
Gabriel disse que Alexandre Kalil (PDT), também ausente, "assombra" na educação. Segundo ele, os indicadores da área subiam na gestão de Márcio Lacerda e passaram a cair já na primeira medição sob Kalil. Para o emedebista, os dois não devem ser opção para o eleitor:
"Defendo que estas pessoas não estejam como opção na mente do eleitor, porque o perigo disto para os nossos estudantes é enorme."
"Palanque" e "respeito pela imprensa"
Gabriel também atacou a ausência de Patrus em debates:
"Está evidente que o Patrus Ananias está nesta campanha só para servir de palanque. Ele nem queria ser candidato. E está muito claro o motivo pelo qual ele não participa nos debates. Porque ele sabe que, se for para o segundo turno, é para caucionar o outro que for com ele. Ele não demonstra energia, vontade e sequer respeito pela imprensa."
Sobre a nota da campanha do petista, disse que ela mostra "o mais claro desrespeito pelo jornalismo mineiro" e que Patrus "não está respeitando a democracia". A campanha informou que ele não iria porque a desistência de metade dos candidatos que poderiam participar esvaziou o encontro e tirou o sentido da discussão para o público. O comunicado diz esperar que todos participem do próximo debate.
Gabriel ainda questionou a longevidade política do adversário: "Eu queria entender de Patrus Ananias até quando ele pretende permanecer na política. Porque democracia também é mudar. É dar oportunidade a quem ainda não esteve lá. Eu não era nascido e o Patrus Ananias já estava neste processo."
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Na pesquisa
Na pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta segunda, Patrus tem 19% no primeiro turno, e Gabriel, 6%. Cleitinho Azevedo (Republicanos) lidera com 35%, e Kalil e Simões têm 10% cada. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.