Gabriel Azevedo para Kalil: 'Não se controla'
Candidatos trocaram acusações sobre atuação de Kalil na Prefeitura de BH e propostas para trabalhadores de aplicativos
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O candidato ao governo de Minas Gabriel Azevedo (MDB) afirmou que Alexandre Kalil (PDT) “não se controla” e teria dificuldades para governar o estado caso não consiga dialogar com quem pensa diferente dele. O confronto ocorreu neste domingo (16/8), durante o primeiro debate televisivo entre os candidatos ao Palácio Tiradentes, realizado pela Band.
A discussão começou quando Gabriel questionou o ex-prefeito de Belo Horizonte sobre políticas para trabalhadores de aplicativos. O emedebista afirmou que, durante a gestão de Kalil na capital, ele teria tentado restringir a atividade dos profissionais e disse não ter encontrado propostas específicas para a categoria no plano de governo do pedetista.
Kalil negou ter combatido motoristas de aplicativos e classificou a afirmação como falsa. Segundo ele, sua gestão promoveu um debate entre taxistas e motoristas de aplicativos para buscar uma solução para os conflitos envolvendo as duas categorias.
O ex-prefeito afirmou que chamou representantes dos dois grupos para a mesa de negociação e que os problemas foram discutidos durante sua administração. Na mesma resposta, o pedetista criticou Gabriel pela atuação na Câmara Municipal e afirmou que o vereador não foi o único a devolver recursos não utilizados pelo Legislativo - feito ressaltado por Gabriel anteriormente.
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Na réplica, Gabriel afirmou que a capacidade de dialogar é necessária para quem pretende governar Minas. “Todo mundo sabe que você não consegue se controlar e quem não consegue se controlar vai ter muita dificuldade de governar um estado, você tem que conversar com as instituições, com o judiciário, com todo mundo, cara, inclusive com quem pensa diferente de você", disse.
Gabriel também reagiu à expressão usada por Kalil para se referir à sua forma de argumentação. O emedebista pediu respeito aos professores e afirmou ter trabalhado com carteira assinada como professor em três instituições.
“Você não precisa desmerecer alguém por ser professor”, afirmou Gabriel. Segundo ele, a referência de Kalil à sua postura não deveria ser utilizada para desqualificar sua trajetória profissional.
Na tréplica, Kalil voltou a negar que sua fala tivesse como objetivo desrespeitar Gabriel ou professores. Ele afirmou que a expressão utilizada era uma forma de se referir ao modo de falar do adversário e citou a formação e familiares ligados à área da educação.
Kalil também voltou a defender sua experiência administrativa e disse que as críticas de Gabriel não o atingiriam. “Isso comigo não vai colar, amigo”, afirmou.
Primeiro debate
O encontro da Band foi o primeiro debate televisivo entre os candidatos ao governo de Minas nas eleições de 2026. O evento havia sido inicialmente marcado para a semana passada, mas foi adiado em razão da falta de definições sobre as candidaturas no estado.
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Além de Gabriel Azevedo e Alexandre Kalil, participaram Mateus Simões (PSD), Flávio Roscoe (PL) e Cleitinho (Republicanos). Patrus Ananias (PT) não compareceu ao debate. Na tarde deste domingo, o deputado esteve em São Bernardo do Campo (SP) para o lançamento da candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição.