O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) elogiou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de proibir a visita do presidente da Argentina, Javier Milei, à casa de Jair Bolsonaro (PL), onde o ex-presidente brasileiro cumpre pena por tentativa de golpe de estado em prisão domiciliar. Segundo ele, a "extrema-direita quer transformar prisão de Bolsonaro em comitê eleitoral".

O líder argentino pretende visitar o Brasil para um evento do Partido Liberal no próximo sábado (25/7). No entanto, a data escolhida está dentro da janela de 30 dias em que Moraes definiu suspensas quaisquer visitas que não sejam de cunho médico, fisioterápico ou judicial.

Em vídeo publicado nas redes sociais, o deputado usou uma manchete da edição de domingo (19/7) do Jornal Estado de Minas para comentar que, de modo que o grupo político usa a detenção em regime domiciliar como um espaço para tomada de decisões do PL e "tentar interferir nas eleições do Brasil", "até a extrema-direita mundial quer vir aqui ciscar".

O deputado ainda argumentou que outra tentativa de interferir nas eleições brasileiras com agentes internacionais foi a movimentação do senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) de tentar protagonizar um impedimento do tarifaço. 

No início do mês, ele participou de uma audiência pública nos Estados Unidos para pedir o cancelamento da aplicação de tarifas sobre os produtos exportados do Brasil, enquanto o governo federal atuou de forma a defender a soberania nacional em tratativas entre representantes do governo. Apesar das tentativas, o governo estadunidense confirmou as tarifas, que chegarão a 25% e começarão a ser aplicadas nesta quarta-feira (22/7).

Correia leu o título de uma coluna da GloboNews, "Análise: Novo tarifaço de Trump é batizado de Tariflávio", e afirmou que a atuação bolsonarista "escancara a interferência dos Estados Unidos nas eleições".

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Além da decisão de Moraes e do tema das tarifas, Correia declarou que a direita pretende retirar direitos trabalhistas, ampliar privatizações e usar temas como religião para desviar o debate político. Sem citar propostas específicas, o deputado acusou adversários de criar uma "cortina de fumaça" para esconder discussões sobre o futuro do país e disse que o eleitor deve ficar atento às pautas defendidas pelo grupo político.

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