CASO MASTER

Correia questiona silêncio de Nikolas após operação contra Ciro Nogueira

Parlamentar petista atribui o silêncio do bolsonarista a viagens de Nikolas com jatinho do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, em 2022

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O deputado federal Rogerio Correia (PT-MG) cobrou do colega parlamentar Nikolas Ferreira (PL-MG) uma manifestação sobre a relação entre o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, acusado de fraudes milionárias.

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O senador foi alvo da quinta fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), na quinta-feira (7/5). De acordo com a investigação, Ciro teria recebido pagamentos mensais do banqueiro, além de benefícios como cartão de crédito para despesas pessoais, hospedagens e custeio de viagens.

As apurações apontam que os repasses teriam começado no valor de R$ 300 mil mensais e posteriormente aumentado para R$ 500 mil. Segundo a PF, os pagamentos eram feitos por meio de empresas privadas ligadas aos investigados. As provas foram obtidas através de conversas acessadas entre Vorcaro e o primo dele e operador financeiro Felipe Vorcaro, preso em Belo Horizonte (MG).

Em publicação no X (antigo Twitter), o petista questionou o silêncio de Nikolas e afirmou que ele está “calado e sumido” por já ter sido ligado ao ex-banqueiro.

Nikolas usou um jatinho ligado a Vorcaro para viagens no Nordeste durante a campanha do então candidato à reeleição à Presidência Jair Bolsonaro (PL), na época do segundo turno das eleições de 2022. De acordo com o jornal O Globo, a aeronave foi empregada em deslocamentos por pelo menos nove estados e Distrito Federal entre os dias 20 e 28 de outubro, durante a caravana “Juventude pelo Brasil”

Na época, o deputado encabeçava a mobilização eleitoral na campanha em disputa contra Lula (PT) e participou de agendas como uma reunião com Jair para definir os rumos da reta final da campanha.

Em sua defesa, Nikolas afirmou que desconhecia o proprietário da aeronave empregada nas viagens. Segundo ele, os deslocamentos ocorreram a convite do pastor Guilherme Batista, sem qualquer vínculo direto com Daniel Vorcaro. O deputado sustentou ainda que, à época, o nome do empresário “não era de conhecimento público” e que não havia elementos que indicassem “irregularidade”.

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A utilização do jatinho foi levada em representação pelo Ministério Público ao Tribunal de Contas da União (TCU), que decidiu arquivar o pedido de apuração dos recursos utilizados nas viagens. Na análise, o Tribunal concluiu que não havia elementos mínimos que justificassem a abertura de investigação no âmbito da Corte e que a forma de custeio de despesas eleitorais deve ser analisada pela Justiça Eleitoral.

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