O governador de Minas Gerais e pré-candidato à reeleição Mateus Simões (PSD) reafirmou que uma candidatura do senador Cleitinho (Republicanos) ao Palácio do Tiradentes seria maléfica, afirmando que ela seria um “desastre”, independentemente se ele ganhar ou perder o pleito de outubro.
Em entrevista exclusiva ao Estado de Minas na quinta-feira (9/7), Simões já havia afirmado que uma eventual candidatura de Cleitinho “seria ruim politicamente” para o senador. Na ocasião, ele afirmou que Cleitinho é um homem inteligente, que entende as restrições orçamentárias do estado e que “teria muita dificuldade de colocar em prática qualquer uma das grandes medidas disruptivas que defende publicamente, como, por exemplo, o fim dos pedágios”.
Leia Mais
Já na manhã desta sexta-feira (10), Cleitinho rebateu Simões nas redes sociais do EM, escrevendo que, caso seja eleito, “será ruim para os políticos e as mineradoras”.
Durante a tarde, também ao EM, Simões reafirmou seu argumento inicial. Para ele, a participação do senador no pleito seria “um desastre para a vida política” dele. A fala foi feita durante almoço de lançamento da pré-candidatura a deputada federal da ex-secretária de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG), Bárbara Botega, no Mercado Central.
“Acho que a decisão [dele] sobre a eleição é uma decisão difícil para ser tomada, porque se ele se candidata e perde, isso é um desastre político para a vida dele. Se ele se candidata e ganha, isso também é um desastre para a vida política dele, porque não há condição financeira de executar nenhum dos grandes compromissos que ele tem propalado”, afirmou.
O governador citou a intenção de Cleitinho de isentar impostos, taxas e preços públicos. “Se forem isentados hoje, quebram o estado de Minas Gerais. Ele acredita em aumento real para os servidores públicos. Se for, quebra o estado de Minas Gerais. E ele sabe disso”, declarou.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
Simões afirmou ainda “não acreditar” na candidatura de Cleitinho. “Eu acho que não é bom para ele. Se ele ganhar é ruim, porque ele não vai conseguir cumprir esses compromissos. Se ele perder é ruim, que demonstra fragilidade política”, disse.
