CRISE NO PL

'Bolsonaro está sem forças?', questiona aliada após vídeo de Michelle

Vereadora argumenta que há a possibilidade de Jair Bolsonaro querer voltar atrás na indicação do "filho 01" para ser seu sucessor

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Ex-deputada estadual por São Paulo e vereadora da capital paulista, Janaína Paschoal (Progressistas) argumentou sobre uma suposta interferência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na publicação do vídeo em que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) afirma ter sido humilhada pelo enteado e pré-candidato à Presidência, o senador Flávio Bolsonaro (PL), em meio a discussões sobre rumos políticos do partido no Ceará.

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Na gravação, a esposa de Jair alega que Flávio disse que ela não entendia nada de política e deixou subentendido que não queria a participação dela em sua campanha presidencial.

Em publicação nas redes sociais, Janaína argumenta que há a possibilidade de Jair Bolsonaro querer voltar atrás na indicação do “filho 01” para ser seu sucessor no governo federal questionando se a prisão domiciliar cumprida por Jair pela condenação por tentativa de golpe de Estado o deixa fraco.

“Por mais que o ex-presidente esteja preso em seu domicílio, impossível acreditar que não soube do vídeo da mulher relativamente ao filho. Está sem forças para enfrentar a própria esposa? A prisão o fragiliza? A paixão cega? Não descarto essas opções. Mas não dá para desconsiderar a possibilidade de o próprio Bolsonaro ter decidido recuar na alegada indicação de Flávio como seu sucessor”, escreveu a vereadora no X.

Com a repercussão negativa do vídeo de Michelle, que é pré-candidata ao Senado, Flávio negou ter ofendido ou tido a intenção de ofender a madrasta e afirmou que a respeita. “Eu nunca humilhei uma mulher na minha vida. Sou casado há 16 anos, pai de filhas maravilhosas. Nunca desrespeitei, maltratei ou humilhei uma mulher na minha vida”, afirmou. 

Janaína também argumenta que as diferentes versões da história trazem o que ela entende como manipulação. Para ela, o ideal seria que Jair fosse entrevistado coletivamente, ao vivo e com autorização do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso que o condenou, para que ele pudesse deixar claro o posicionamento dele em meio a esse desgaste.

“Goste-se dele, ou não, sua liderança é inegável e as pessoas têm o direito de ouvir diretamente dele o que, afinal, ele quer com tudo isso. Fica difícil saber o que é real, por meio de cartinhas e vídeos de terceiros. Parte significativa da população não pode ser manipulada em momento tão grave”, argumentou Janaína.

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Uma tática da campanha de Flávio para conter os danos provocados pela gravação é seguir na escolha de uma vice-presidente mulher. O plano já estava em análise antes da divulgação do vídeo e ganhou força nos últimos dias, com cotação das deputadas federais Julia Zanatta (PL-SC), hoje candidata à reeleição, e Bia Kicis (PL-DF), pré-candidata ao Senado.

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