Duas cidades mineiras tem novos prefeitos em disputa extemporânea; entenda
Pleitos em Amparo do Serra e Bonito de Minas ocorrem após indeferimento de candidaturas; eleitos tomarão posse até 13 de julho
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Duas cidades de Minas Gerais conheceram, nesse domingo (21/6), seus novos prefeitos, em eleições suplementares realizadas após decisões da Justiça Eleitoral que invalidaram os resultados de 2024. Em Amparo do Serra, na Zona da Mata, e Bonito de Minas, no Norte do estado, os vencedores devem assumir os cargos até 13 de julho e governar até o fim de 2028.
Em Amparo do Serra, Aila Barbosa (Avante) foi eleita prefeita, tendo como vice Roberto Bellico Júnior (Republicanos), pela coligação "Unidos pelo trabalho, construindo um futuro melhor para todos". A chapa recebeu 1.948 votos, o equivalente a 56,71% dos votos válidos. O adversário, Túlio Cária (MDB), que concorreu com Marcelino Caetano da Silva (MDB) como vice, somou 1.487 votos (43,29%).
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A votação mobilizou 3.585 eleitores, o que corresponde a 80,74% do eleitorado local. A abstenção ficou em 19,26%. Foram registrados ainda 61 votos em branco (1,7%) e 89 nulos (2,48%).
Bonito de Minas
Já em Bonito de Minas, Miqueias Figueredo (Republicanos) foi eleito prefeito, tendo como vice Joelma de Magalhães (PDT), pela coligação "União e experiência para fazer a diferença". Eles obtiveram 3.658 votos (59,9%). A chapa formada por João Neto dos Santos (Podemos) e a vice Cristiana Araújo (União Brasil) recebeu 2.449 votos (40,1%).
No município do Norte de Minas, 6.307 eleitores compareceram às urnas, o que representa 75,2% do total apto. A abstenção foi de 24,8%. Houve 35 votos em branco (0,55%) e 165 nulos (2,62%).
Eleições
Segundo a Justiça Eleitoral, a votação nas duas cidades ocorreu de forma tranquila, sem necessidade de substituição de urnas eletrônicas. Ao todo, funcionaram 18 seções eleitorais em Amparo do Serra e 38 em Bonito de Minas.
Os eleitores que não compareceram têm até 20 de agosto para justificar a ausência, por meio do aplicativo e-Título, do sistema de autoatendimento eleitoral ou presencialmente em cartórios eleitorais.
A diplomação dos eleitos será definida pelos juízos eleitorais responsáveis — 268ª Zona Eleitoral, em Amparo do Serra, e 148ª Zona Eleitoral, em Bonito de Minas — e deve ocorrer até 13 de julho.
Motivos para novas eleições
As eleições suplementares foram convocadas após o indeferimento das candidaturas mais votadas em 2024.
Em Amparo do Serra, José Eduardo Barbosa Couto (PP) teve o registro negado em definitivo pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) devido à condenação por crime contra a administração pública, o que configura inelegibilidade. Ele chegou a tomar posse com base em decisão anterior do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), mas foi afastado depois do julgamento final, em fevereiro de 2026.
Em Bonito de Minas, o candidato mais votado, Dílson Barbosa Santana (União Brasil), não foi diplomado nem tomou posse por causa de uma condenação por abuso de poder político nas eleições de 2020. Desde então, o município vinha sendo administrado interinamente pelo presidente da Câmara Municipal.
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Além dessas cidades, Minas Gerais registrou outras eleições suplementares desde o pleito de 2024, incluindo Guapé, São José da Varginha e Martins Soares.