Em meio às articulações para as eleições de 2026 em Minas Gerais, o pré-candidato ao governo do estado pelo MDB, Gabriel Azevedo, e a ex-prefeita de Contagem e pré-candidata ao Senado pelo PT, Marília Campos, se reuniram nessa terça-feira (26/5), em Belo Horizonte, para discutir o cenário político mineiro e os desafios do estado.
O encontro ocorre em um momento em que o PT mineiro busca alternativas para a disputa ao Palácio Tiradentes após a sinalização do senador Rodrigo Pacheco (PSB) de que não pretende disputar o governo estadual. Nos bastidores, o nome de Gabriel Azevedo passou a ser considerado como uma possibilidade de composição entre o partido e o MDB.
Questionada pela reportagem sobre uma eventual aliança entre PT e MDB, Marília afirmou que defende uma aproximação entre as siglas no estado. “O que eu posso dizer é que eu sugeri ao presidente do PT [Edinho Silva], que faça contato com o MDB, envolvendo não só Gabriel [Azevedo], mas o Baleia [Rossi], deputado federal Newton Cardoso Jr., para que faça essa aproximação. Acho importante essa aproximação no processo eleitoral com o MDB”, disse.
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Nas redes sociais, Gabriel Azevedo publicou um longo texto em que destacou o “respeito” como eixo central da conversa com a petista. O emedebista, que sempre ressaltou não ser candidato “nem de Lula, nem de Bolsonaro”, tem sinalizado disposição para construir pontes com lideranças de diferentes espectros ideológicos em busca de apoio à candidatura.
“Sentei-me à mesa com uma mulher que admiro, Marília Campos, e quero fazer um convite aos eleitores de Minas Gerais: quero convidá-los para uma campanha pelo respeito. [...] Não vamos concordar com tudo. Isso não é possível. O que podemos é não inventar, não ofender e não xingar”, escreveu Gabriel.
O pré-candidato também afirmou que as candidaturas em Minas “devem nascer dos desejos de Minas Gerais”, destacando que respeita o posicionamento de Marília de não querer concorrer ao governo estadual, e defendeu que o estado tenha protagonismo no cenário nacional.
“Vivemos tempos em que todo mundo quer falar. Eu quero praticar a escuta com respeito. E convido vocês a fazerem o mesmo. 2026 é a oportunidade que temos de fechar o ciclo da Nova República para iniciarmos, em 2030, uma Novíssima República. Minas Gerais, como de costume, não será coadjuvante", pontuou.
Marília Campos, por sua vez, afirmou que o encontro teve como foco os desafios enfrentados por Minas Gerais e a necessidade de construção coletiva. Segundo ela, os dois conversaram sobre saúde, educação, mobilidade, segurança pública, desigualdades regionais e fortalecimento dos municípios do interior e da Região Metropolitana de Belo Horizonte.
“Em meio a tantos desafios, uma coisa nos une: a esperança. Esperança de transformar Minas Gerais, melhorar a vida da nossa gente e construir um futuro com mais oportunidades, dignidade e justiça social", disse.
Sucessão
As conversas ocorrem paralelamente às discussões internas do PT sobre a sucessão estadual. Nessa segunda-feira (25/5), dirigentes do partido em Minas se reuniram, em Brasília, com o presidente nacional da legenda, Edinho Silva, para debater os rumos da eleição de 2026.
Além de nomes do próprio partido, foram discutidas possíveis alianças com o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil, do PDT, e com Gabriel Azevedo. O PT ainda aguarda uma definição definitiva de Rodrigo Pacheco, considerado o nome preferido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a disputa em Minas.
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A expectativa da legenda é avançar nas definições até o próximo dia 30, quando será realizado um encontro estadual do PT em Contagem para discutir o cenário eleitoral mineiro.
