Eduardo Bolsonaro reagiu após o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) criticar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pelas conversas vazadas com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, divulgadas pelo site Intercept Brasil.

Flávio e Zema são pré-candidatos à Presidência da República. Para Eduardo, o mineiro “se aproveitou” da situação para atacar o adversário, após gestos recentes de aproximação.

“Não sequer ouviu o outro lado, bastou um par de horas para a ‘união da direita’, o ‘potencial vice’ se aproveita e larga esta acusação sem fundamentos”, escreveu, em post no X (antigo Twitter).

Zema foi apontado como possível vice na chapa do senador à Presidência. Perguntado se toparia a composição, o ex-governador tem negado e até brincou com a possibilidade de Flávio ser seu vice.

“Não houve desvio de dinheiro, Lei Rouanet ou recursos públicos. Não seja tão baixo, tão vil, Romeu Zema”, completou Eduardo Bolsonaro.

Zema sobre Flávio

“Flávio Bolsonaro, ouvir você cobrando dinheiro do Vorcaro é imperdoável. É um tapa na cara dos brasileiros de bem”, disse Zema, em vídeo publicado nas redes sociais nesta quarta-feira (13/5).

O ex-governador pode ser beneficiado pelo vazamento e se colocar como opção da direita caso a notícia desidrate a pré-candidatura de Flávio.

No vídeo, ele não mencionou a possibilidade de crescer diante do vazamento, mas afirmou que “é preciso ter credibilidade para mudar o Brasil”: “Não adianta nada criticar as práticas de Lula e do PT e fazer a mesma coisa”.

Conversa de Flávio Bolsonaro e Vorcaro

Entre o vazamento, há uma mensagem de Flávio enviada em novembro do ano passado, um dia antes de Vorcaro ser preso pela Polícia Federal, em que o senador chama o banqueiro de “irmão” e diz que sempre estará com ele.

Também foi revelado um áudio, de setembro de 2025, em que o senador cobra R$ 134 milhões de Vorcaro para a produção de “Dark Horse”, filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Leia a íntegra da transcrição abaixo.

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“Irmão, eu preferi te mandar o áudio aqui pra você ouvir com calma. Bom, aqui a gente tá passando por um dos momentos mais difíceis da nossa vida, né? Não sei como é que vai ser daqui pra frente, como é que isso tudo vai acabar, mas tá na mão de Deus aí. E você também, eu sei que você tá passando por um momento dificílimo aí também, essa confusão toda. Você sem saber exatamente como é que vai caminhar isso tudo. E apesar de você ter dado liberdade, Daniel, de a gente te cobrar, eu fico sem graça de ficar te cobrando, tá? Mas, enfim, é porque tá num momento muito decisivo aqui do filme. E como tem muita parcela pra trás, cara, tá todo mundo tenso. E eu fico preocupado aqui com o efeito ao contrário do que a gente sonhou pro filme, né? Imagina a gente dando calote no Jim Caviezel, no Cyrus, os caras renomadíssimos, lá no cinema americano mundial. Ia ser muito ruim todo o efeito positivo que a gente tem certeza que vai vir com esse filme. Pode ter o efeito elevado a menos um aí cara. Então, se você puder me dar um toque, uma posição ainda, porque a gente precisa saber o que faz cara da vida, porque eu já tenho muita conta pra pagar esse mês, e o mês seguinte também, e agora que é a reta final, que a gente não pode vacilar, não pode não honrar com os compromissos aqui, porque senão a gente perde tudo cara, tudo contrato, perde ator, perde diretor, perde equipe, perde tudo. Podemos dar um toque aí irmão, desculpa o áudio não aguentar, um abração, fica com Deus cara."

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