SESSÃO NA CCJ

Sâmia sobre Kataguiri: ‘Não tem a menor ideia do que é a escala 6x1’

Os deputados federais Kim Kataguari (Missão-SP) e Sâmia Bomfim (Psol-SP) se confrontaram na CCJ da Câmara dos Deputados sobre a PEC da jornada 6x1

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Durante debate da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania na Câmara dos Deputados sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da jornada 6x1, os deputados federais Kim Kataguiri (Missão-SP) e Sâmia Bomfim (Psol-SP) entraram em embate.

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A sessão dessa quarta-feira (22/4) concordou com a pauta e emitiu relatório favorável à tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da jornada 6x1, que avançou. O texto agora seguirá para uma comissão especial que discutirá o mérito da proposta, como o desenho final da mudança do limite de horas semanais que as empresas podem exigir de seus empregados.

Durante a apreciação da PEC, Kim afirmou que a aprovação da proposta não faria muita diferença aos trabalhadores brasileiros, que são “em sua maioria esmagadora informais ou PJ”, na visão dele. Ele afirmou que a PEC serve de palanque político para Erika Hilton e Reginaldo Lopes. “PEC não altera a realidade do trabalhador. O que faria que a população trabalhasse menos e ganhasse mais é, dentre outras coisas, cortar imposto. Só que essa discussão ninguém quer ter”, disse.

“No futuro, após a aprovação dessa PEC ou após a aprovação do Projeto de Lei do governo, o trabalhador vai enxergar que foi enganado. Que foi objeto de um palanque político populista, demagogo e mentiroso”, afirmou. “Eu sei que isso me tira voto, sei que isso é impopular, mas eu tenho coragem de vir aqui defender a verdade e o que acredito, porque não troco minha convicção pela eleição”, afirmou. 

Como resposta, na mesma sessão, a deputada federal Sâmia Bomfim (Psol-SP) criticou o posicionamento de Kataguiri e o de demais deputados da direita que são contra a PEC, afirmando que Kim nunca trabalhou na vida. “Ele diz que tem coragem de defender a posição dele, agora coragem de apresentar carteira de trabalho com a escala 6x1 pra dizer o porquê ele é contra [o fim dessa] essa escala ele não tem”, afirmou.

A deputada disse que Kim “não tem a menor ideia” do que é a escala 6x1. “[Ele não faz ideia] do que é um jovem trabalhador que precisa acordar cedo, pegar transporte público, bater cartão, voltar, não ir para casa, mas ir para a faculdade para poder trabalhar, dormir de madrugada e acordar na outra madrugada. E vem aqui dizer que isso é demagogia, que isso é populismo”, disse durante a sessão.

“Vários parlamentares da extrema-direita do PL vociferam contra a escala 6x1 através das redes sociais e nas entrevistas, mas hoje sumiram absolutamente todos. Chegaram a apresentar um kit de obstrução para que fosse retirado de pauta mas na hora de vir aqui, colocar a cara a tapa, explicar para a sociedade brasileira o seu ponto de vista, somem”, comentou.

Para ela, a ausência dos parlamentares contra o fim da escala na comissão demonstra covardia. “São muito covardes. E são covardes porque não fazem a menor ideia do que é a vida de um trabalhador que acorda muito cedo e vai dormir muito tarde e vive num regime de escala 6x1”, completou.

Bomfim citou posicionamentos do ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à presidência da República Romeu Zema (Novo) – que afirmou que o fim da escala seria uma pauta demagógica – e do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), – que também é contra, – e afirmou que ambos defendem a manutenção da escala trabalhista porque nenhum deles também trabalhou nessa escala. 

“Zema nunca trabalhou na vida, é rico, é herdeiro de uma rede varejista e que explora milhares de trabalhadores justamente nessa escala desumana. O Nikolas Ferreira, vocês acham que esse homem vai trabalhar alguma vez na vida, com todo o respeito a Nikolas Ferreira mas assim, ficou influencer desde muito novo, depois virou vereador, depois deputado. Não sabe o que é trabalhar”, argumentou.

Outro posicionamento político citado por Bomfim é o do senador e pré-candidato à presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-SP). “A única escala que ele entende é de rachadinha, é de grupo de milícia, é de lavar dinheiro de loja de chocolate. Agora, de trabalhar, suar, ralar, esse povo não tem a menor ideia do que significa”.

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A deputada seguiu na defesa da garantia de direitos trabalhistas na CLT: “Diferente de todo mundo, nós estamos conseguindo avançar com uma pauta que colocou os trabalhadores brasileiros na ofensiva, rompendo inclusive com o ciclo vergonhoso aqui do Congresso Nacional”.

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