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Zema para Gilmar: ‘Se critica meu sotaque, é porque não tem o que criticar'

Ex-governador Romeu Zema reage a fala de ministro do STF e diz que ataque atinge "milhões de mineiros"

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O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) afirmou que se sente “honrado” com as críticas feitas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes ao seu modo de falar e disse que o comentário atinge também outros mineiros. A declaração foi feita durante coletiva de imprensa em agenda em Anápolis (GO), nesta quinta-feira (23/4).

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O ex-governador também voltou a subir o tom contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e afirmou que a Corte está “repleta de corrupção”. Questionado sobre a fala do ministro, que disse não compreender o “dialeto” de Zema, o ex-governador afirmou que a crítica seria uma tentativa de desqualificá-lo.

“Como ele não tem o que criticar, porque eu acho que já devem ter fuçado toda a minha vida, sabe que eu sempre trabalhei, paguei meus impostos corretamente, vivo de uma maneira simples, fui governador sem corrupção, diferente do Supremo, que está repleto de corrupção lá dentro, como já foi amplamente noticiado", disse Zema.

“Se ele está criticando o meu sotaque, eu fico muito honrado e orgulhoso, e lembrando que ele está criticando alguns milhões de mineiros que também têm sotaque exatamente igual o meu, uma honra muito grande falar do 'mineirês'", completou.

Zema também reagiu, em vídeo publicado nas redes sociais, às declarações do ministro. Na resposta, Zema criticou o que chamou de “português esnobe dos intocáveis de Brasília”. “Sabe por que você não entende o que eu falo, ministro Gilmar? Porque o linguajar de brasileiro simples como eu é diferente do português esnobe dos intocáveis de Brasília”, afirmou.

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As declarações ocorrem após entrevista em que Gilmar Mendes, ao comentar críticas do ex-governador, disse que ele utiliza um “dialeto próximo do português” e que, “naquilo que for inteligível”, caberia às autoridades analisarem o conteúdo de suas manifestações - em referência ao vídeo que motivou a apresentação de uma notícia-crime para incluí-lo no inquérito das fake news.

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