CÂMARA DOS DEPUTADOS

Nikolas apresenta emenda para governo pagar empresas por fim da escala 6x1

Texto para mudar escala de trabalho deve ser votado na Câmara até o fim de maio, que não vai priorizar projeto de lei do governo

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O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) apresentou nesta quinta-feira (16/4) uma emenda a um projeto que tramita na Câmara para acabar com a escala de trabalho 6x1. O texto do parlamentar prevê que o governo federal arque com eventuais custos às empresas pela mudança.

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“A esquerda quer vender a proposta como defesa do trabalhador, mas fazendo caridade com o chapéu dos outros: ‘A gente libera, o empreendedor paga’”, justificou o mineiro em post no X (antigo Twitter).

Ele afirmou que a redução da escala deve ser benéfica ao trabalhador, mas pode gerar instabilidade econômica. “Simplesmente empurrar a conta para as empresas, o resultado pode ser desemprego, informalidade e crise. E desemprego e recessão não vão deixar ninguém relaxado nem cuidando dos seus”, escreveu.

Nikolas não explicou como funcionaria o ressarcimento às empresas. A reportagem procurou a assessoria do parlamentar para acessar o texto da emenda, mas até a última atualização deste texto não obteve retorno.

“Fazendo economia e desonerando folha de pagamento, conseguimos garantir mais descanso para quem precisa. Direito social sério se faz com responsabilidade. Mais descanso, sim. Quebradeira e desemprego, não”, concluiu.

Fim da escala 6x1

Tramitam na Câmara dos Deputados diferentes textos para acabar com a escala 6x1. Duas propostas de emenda à Constituição (PEC) - uma da deputada Erika Hilton (Psol-SP) e outra do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) - que já obtiveram parecer favorável na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e devem ser votadas na próxima semana.

Já o governo Lula (PT) apresentou um projeto de lei (PL) com urgência constitucional sobre o mesmo tema, propondo jornada de trabalho de 40 horas semanais na escala 5x2, enquanto as PECs pedem máximo de 36 horas semanais, com três dias de folga.

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O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), optou por deixar o projeto do governo de lado e priorizar as PECs que já tramitam, com a expectativa de que o fim da escala 6x1 seja votado em Plenário antes do fim de maio.

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