JORNADA 6X1?

Nikolas apoia discutir jornada de trabalho, mas critica projeto da esquerda

Parlamentar mineiro defendeu modelo de jornada por horas trabalhadas, semelhante ao adotado nos Estados Unidos, e disse que o Estado atrapalha empregadores

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O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) declarou “não ter dúvidas” de que “deva se discutir a escala (de trabalho)”, mas criticou os projetos apresentados por parlamentares de esquerda para redução da jornada de trabalho. As falas do deputado mineiro foram feitas na manhã deste sábado (21/2), numa entrevista coletiva após visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília (DF).

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Nikolas iniciou sua fala admitindo que há problemas na relação entre empregador e empregado, mas atribuiu este conflito às atuais leis trabalhistas. Segundo ele, “a CLT faz hoje com que o empregador pague impostos gigantescos para o Estado, e tenha uma condição e estrutura de vida horrível”.

Em relação às propostas de redução da jornada de trabalho em tramitação no Congresso, o parlamentar mineiro criticou a primeira proposição apresentada por lideranças da esquerda por uma escala 4x3 (quatro dias trabalhados e três de folga), mesmo modelo adotado em alguns países desenvolvidos.

“Como isso vai impactar o mercado? No fim das contas, o empresário vai ter que demitir? Ele vai ter que contratar outras pessoas com um salário menor? Então, acho que a discussão tem que ser franca, tem que ser séria”, afirmou Nikolas.

A proposta defendida pelo deputado é para que seja implantado um sistema de jornada por horas trabalhadas, semelhante ao dos Estados Unidos. Durante a defesa do modelo, Nikolas chegou a questionar retoricamente “por que tem brasileiro que sai (do Brasil) e vai fazer uma escala 7x0 nos Estados Unidos”.

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“Por que tem gente saindo daqui e indo pro Paraguai ou para outros países? Porque as condições de trabalho em volta são péssimas. Você tem um transporte público que não funciona. Você tem uma pessoa que vai trabalhar e é roubada no ponto de ônibus. Você tem questões em volta que atrapalham o trabalho dessa pessoa”, defendeu.

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