ELEIÇÕES 2026

Zema fala em ‘podridão’ no STF e defende impeachment de ministros

Pré-candidato à Presidência defende mudanças nos critérios de escolha dos ministros do Supremo com adoção de lista de nomes

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FOLHAPRESS – Em disputa pelo eleitor de direita, o ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) afirmou que as revelações do caso do Banco Master sobre o STF (Supremo Tribunal Federal) afloraram "toda a podridão" na corte, que já "estava cheirando mal há alguns anos".

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O governador mineiro também defendeu o impeachment de "pelo menos dois" ministros do Supremo e mudanças nos critérios de escolha, como a adoção de uma lista com nomes. Ele chamou o momento do tribunal de "farra dos intocáveis" e avaliou que o "clima de indignação" para este ano eleitoral é maior do que foi em 2018.

 


Zema tem tido dificuldade de avançar nas pesquisas de intenção de voto. No levantamento mais recente do instituto Datafolha, apareceu com 4% das intenções de voto, tecnicamente empatado com o governador Ronaldo Caiado (PSD, 5%) e com Renan Santos (Missão, 2%), Aldo Rebelo (DC, 1%) e Cabo Daciolo (Mobiliza, 1%). Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL-SP) lideram, com 39% e 35%, respectivamente.

Ao comentar sua relação com o estado de São Paulo, Zema afirmou ser o governador mais "apaulistado" da história de Minas Gerais. O político do Novo estudou administração de empresas na FGV (Fundação Getúlio Vargas).

As declarações foram dadas em evento na ACSP (Associação Comercial de São Paulo) nesta segunda-feira (13/4), na sede da organização, no Centro de São Paulo.

Zema também defendeu a revisão em programas sociais e criticou as discussões sobre mudanças na jornada de trabalho em ano eleitoral.

"Tem marmanjo de 20, 25 anos recebendo Bolsa Família que fica o dia inteiro no sofá jogando videogame", afirmou Zema. Segundo ele, há pessoas que se negam a ter empregos formais para se manterem nos programas.

 

Para o governador, o debate sobre o fim da escala 6 por 1 em ano eleitoral é "populismo e demagogia" do governo. "Eles consideram um prêmio, mas nós sabemos que é algo nocivo para boa parte da população", disse.

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A segurança pública também foi abordada. Zema já defendeu publicamente que o Brasil tome medidas similares às adotadas em El Salvador, pelo atual presidente Nayib Bukele. O país da América Central ficou conhecido por reformas profundas no sistema policial e jurídico, que acarretaram denúncias de violações de direitos humanos.

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