O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu alta do hospital na manhã desta sexta-feira (27/3) e segue para prisão domiciliar. Ele esteve internado desde o dia 13 de março para tratar um quadro de pneumonia bacteriana bilateral decorrente de broncoaspiração.
Segundo médicos do ex-presidente, a fase aguda da pneumonia passou e agora está em um período chamado de “convalescença”, que é quando o organismo se recupera. Conforme afirmou a equipe à Folha de S.Paulo, a cura total pode demorar de três a seis meses.
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O líder da direita foi levado ao hospital DF Star, em Brasília, após passar mal durante a madrugada no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha. Bolsonaro cumpria pena em regime fechado na unidade de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado, desde que foi considerado risco de fuga em cumprimento de prisão domiciliar, quando houve a violação de tornozeleira eletrônica.
Ele chegou à unidade com suporte de oxigênio devido à baixa saturação, além de febre, dor de cabeça e calafrios e foi parar na UTI. Boletins médicos anteriores indicavam que ele enfrentou altos marcadores inflamatórios, com tratamentos que incluíam antibioticoterapia endovenosa, suporte clínico intensivo e fisioterapia respiratória e motora, além de tratamento odontológico motivado por “fortes dores na mandíbula”. As condições clínicas, inclusive, justificaram um pedido da defesa para a reversão da prisão preventiva na Papudinha para prisão domiciliar, citando um “risco iminente de morte”.
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A autorização para a prisão domiciliar foi assinada na terça-feira (25) pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A decisão teve caráter temporário, se estende por 90 dias e foi tomada após manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República e análise de laudos médicos encaminhados pela equipe responsável pela internação do político.
