DESDOBRAMENTOS

Viana diz que mensagem de Vorcaro foi enviada a número do STF

Presidente da CPMI afirma que contato era funcional do Supremo e cobra identificação de quem usava o telefone na data

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O senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPMI do INSS, afirmou que mensagens enviadas pelo empresário Daniel Vorcaro foram direcionadas a um número funcional do Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi feita nessa segunda-feira (16/3), em entrevista ao "Roda Viva".

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Segundo Viana, a identificação do número já foi checada. “O número que aparece naquela mensagem é o número funcional do Supremo”, afirmou. O senador, no entanto, disse que ainda é necessário que a própria Corte informe oficialmente quem estava com o aparelho no momento da conversa.

As mensagens vieram à tona após revelação da colunista Malu Gaspar, do jornal "O Globo", que apontou que o interlocutor de Vorcaro seria o ministro Alexandre de Moraes. No diálogo, o empresário pergunta “Conseguiu bloquear?” e menciona que um eventual vazamento poderia ser “péssimo”, mas útil como estratégia processual. A troca de mensagens teria ocorrido no dia da primeira prisão de Vorcaro, em novembro do ano passado.

Questionado sobre a confirmação do destinatário, Viana evitou atribuir diretamente a conversa a Moraes, mas afirmou que a CPMI deve encaminhar um ofício ao STF para esclarecer a titularidade do número.

O senador também levantou a hipótese de que o número funcional possa estar sob uso de terceiros, como assessores. Segundo ele, essa definição é essencial para o avanço das investigações.

Durante a entrevista, Viana ainda criticou o papel do Judiciário e afirmou que, “em qualquer país sério”, o ministro Alexandre de Moraes deveria ser afastado até a conclusão das apurações. Ele ponderou, contudo, que não se pode fazer “pré-condenação” sem esclarecimentos formais.

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A entrevista ocorreu no mesmo dia em que o ministro André Mendonça determinou o fechamento da sala-cofre da CPMI, impedindo o acesso a dados sigilosos do empresário. A decisão, segundo o Supremo, busca evitar a divulgação de informações de caráter pessoal sem relação com a investigação.

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