Pré-candidato ao governo, Kalil diz que MG está 'quebrada' e defende SUS
Político exalta experiência na pandemia e diz que entrou na fila do SUS para transplante de córnea
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O ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) adota uma postura afastada de polarização política, defende os feitos de sua gestão no Executivo da capital e a valorização da saúde na pré-campanha ao governo de Minas Gerais.
Em painel com pré-candidatos ao governo do estado e ao Senado, na 1ª Marcha de Vereadores de Minas Gerais, promovida nesta quinta-feira (12/3) pela Associação Brasileira de Câmaras Municipais, Kalil afirmou que “o estado está quebrado, falido, com uma dívida que se aproxima dos R$ 200 bilhões". Em contrapartida disse que seu histórico na gestão de BH teve conquistas que comprovam uma aptidão para governar Minas.
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Kalil afirmou que durante sua gestão em BH manteve a tarifa de ônibus sem aumento por quatro anos sem subsídios, retirou salsicha da merenda escolar, ampliou postos de saúde e enfrentou crises como a pandemia e fortes tempestades.
O ex-prefeito também destacou investimentos em creches e escolas municipais, melhorias na infraestrutura urbana e afirmou que a capital recebeu 13 prêmios internacionais na área da saúde. “Eu não tô fazendo e não vou fazer uma campanha que eu vou tentar fazer. Eu vou fazer uma campanha que 'é assim que se faz'. É assim que foi feito”, disse.
Segundo o empresário, sua pré-campanha não é "de esquerda ou de direita". “O que eu quero levar nessa campanha não é democracia, não é esquerda, não é direita. O que eu quero levar nessa campanha é o que foi feito. Então, nós temos candidatos que querem fazer, que prometem fazer, e temos candidatos sim, que estão no poder e que estão fazendo. Essa conversa, para quem mora no interior, principalmente, de que é direita, esquerda e democracia, isso aí é conversa para boi dormir”.
No discurso, Kalil afirmou que pretende colocar em debate problemas como a corrupção, o subsídio bilionário para empresas de ônibus, mas também a valorização do SUS. O ex-prefeito revelou, inclusive, que passou a integrar a fila do sistema público de saúde para realizar um transplante de córnea. “Ontem eu entrei na fila do SUS. Eu preciso de uma córnea no olho esquerdo”, afirmou.
Ao comentar a experiência, Kalil citou o Banco de Olhos de Sorocaba (BOS), que, segundo ele, é referência na área e atende tanto pacientes da rede pública quanto da privada. “Quem despreza o Sistema Único de Saúde deve se informar. O Banco de Olhos de Sorocaba é o maior da América Latina”, disse.
Ele também defendeu maior investimento em estrutura e profissionais da rede pública. “O SUS deve ser muito valorizado em cada cidade. Entregar parede fingindo que é hospital? Hospital é gente, é médico, é enfermeira, é atendimento. Fora isso, é prédio”, declarou.
Kalil também relembrou a atuação da prefeitura durante a pandemia de COVID-19 e criticou decisões adotadas por outras esferas de governo. “Fala com vocês um prefeito que não comprou um respirador sequer”, afirmou. “Enquanto isso, o governo do estado abriu um hospital para 700 pessoas e não atendeu nenhuma. Mesmo assim, tivemos o menor número de mortes por habitante no Brasil”, finalizou.
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Uma pesquisa recente do Instituto F5 Dados, divulgada com exclusividade pelo Estado de Minas, registrou uma soma de 9% das intenções de voto no principal cenário para Kalil. À reportagem, ele afirmou que acredita em pesquisas eleitorais, mas ponderou que é necessário avaliar os critérios metodológicos utilizados na realização do estudo. “Gosto e acredito em pesquisas, porém preciso saber minimamente como foi feita, o campo, quantos questionários, por telefone, internet ou presencial”, disse.