PESQUISA ELEITORAL

F5: Cleitinho lidera corrida ao governo de Minas, seguido de Pacheco

Levantamento mostra senador Cleitinho à frente em todos os cenários estimulados. No entanto, indefinição entre eleitores ainda é elevada

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O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) aparece na liderança da disputa pelo Palácio Tiradentes em todos os cenários estimulados testados em levantamento do Instituto F5 Atualiza Dados, divulgado com exclusividade pelo Estado de Minas. Em todos eles, o senador ganharia a eleição no primeiro turno. A pesquisa também mostra um alto número de eleitores indecisos.

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No principal cenário estimulado, quando o entrevistador apresenta ao eleitor uma lista de possíveis candidatos, Cleitinho lidera com 39% das intenções de voto. Em seguida, aparece o senador Rodrigo Pacheco (PSD), com 11%, seguido do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), que soma 9%.

O vice-governador Mateus Simões (PSD) aparece com 4%, enquanto o ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte Gabriel Azevedo (MDB) tem 2% neste cenário. Túlio Lopes (PCB) marca 1%.

Já 19% dos entrevistados afirmam que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 13% dizem não saber ou estão indecisos.

Cenário 1

  • Cleitinho: 39%
  • Rodrigo Pacheco: 11%
  • Alexandre Kalil: 9%
  • Mateus Simões: 4%
  • Gabriel Azevedo: 2%
  • Túlio Lopes: 1%
  • Ninguém/Branco/Nulo: 19%
  • Não sabem/Indecisos: 13%
  • Não responderam: 2%

Outros cenários estimulados

O levantamento também testou diferentes composições de candidatos. No segundo cenário, Cleitinho segue na liderança com 36%, enquanto Pacheco tem 10%, e Kalil, 9%. Nesse quadro, o presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), Luís Eduardo Falcão (Republicanos), aparece com 5%. O vice-governador Mateus Simões registra 3% e Gabriel Azevedo, 2%.

Cenário 2

  • Cleitinho: 36%
  • Rodrigo Pacheco: 10%
  • Alexandre Kalil: 9%
  • Luís Eduardo Falcão: 5%
  • Mateus Simões: 3%
  • Gabriel Azevedo: 2%
  • Ninguém/Branco/Nulo: 18%
  • Não sabem/Indecisos: 15%
  • Não responderam: 2%

No terceiro cenário, sem Rodrigo Pacheco, Cleitinho registra o maior índice entre todas as simulações testadas, alcançando 40% das intenções de voto. Kalil aparece na segunda posição, com 11%, seguido por Falcão, com 6%. Já Mateus Simões aparece com 4%, e Gabriel Azevedo, 2%.

Cenário 3

  • Cleitinho: 40%
  • Alexandre Kalil: 11%
  • Luís Eduardo Falcão: 6%
  • Mateus Simões: 4%
  • Gabriel Azevedo: 2%
  • Ninguém/Branco/Nulo: 20%
  • Não sabem/Indecisos: 16%
  • Não responderam: 1%

Já no quarto cenário, sem o nome de Cleitinho na disputa, Rodrigo Pacheco aparece à frente. No entanto, a liderança passa a ser ocupada pelos eleitores que afirmam votar em branco, nulo ou em nenhum candidato.

Neste cenário, Pacheco tem 16% das intenções de voto, seguido de Kalil com 10%. Na sequência, aparece o deputado federal Aécio Neves (PSDB), também com 10%, seguido do Secretário de Governo de Minas Gerais, Marcelo Aro (PP), com 9%. Falcão computa 7%. 

Cenário 4

  • Ninguém/Branco/Nulo: 25%
  • Não sabem/Indecisos: 22%
  • Rodrigo Pacheco: 16%
  • Alexandre Kalil: 10%
  • Aécio Neves: 10%
  • Marcelo Aro: 9%
  • Luís Eduardo Falcão: 7%
  • Não responderam: 1%

Análise

Segundo o diretor da F5, Domilson Coelho, considerando apenas os votos válidos do senador Cleitinho, neste cenário, ele poderia ser eleito em primeiro turno. "Hoje, se mantiver da maneira como está, a chance é de Cleitinho ser eleito no primeiro turno", comenta.

Segundo ele, o cenário das eleições mineiras ainda é incerto, muito em razão da indefinição da esquerda, principalmente do senador Rodrigo Pacheco (PSD), cotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para ser o candidato governista no Estado, mas que ainda não cravou sua pré-candidatura. No ano passado, o parlamentar chegou a afirmar que se aposentaria da vida pública após o fim do mandato no Senado. "Hoje, o cenário ainda depende da indefinição da esquerda, de quem o Lula vai apoiar, se será o Pacheco", disse.

Na avaliação de Coelho, Mateus Simões tem espaço para crescer nas pesquisas, por ser o candidato escolhido para a sucessão do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), mas avalia que ele ainda "não decolou". E também acredita que Gabriel Azevedo tem espaço para crescer entre os demais nomes, principalmente por ser um político com capital político mais concentrado em Belo Horizonte e que se colocou recentemente na disputa pelo governo de Minas.

Com relação a Alexandre Kalil, ele avalia como um candidato com capital político, porém que ainda "não se destacou para ser o segundo lugar". E também ressalta o crescimento de Falcão nas pesquisas.

"Hoje, a grande disputa é para saber quem será o segundo nome. Esse segundo colocado ainda é desconhecido. Se essa configuração de nomes se mantiver, há chances de surgir alguém para disputar diretamente com o Cleitinho". Para ele, essas indefinições acabam prejudicando uma leitura mais precisa do cenário.

Coelho acrescenta ainda que a oscilação de uma pesquisa para outra pode ocorrer em razão das movimentações políticas e alianças, além das incertezas e indefinições que ainda prevalecem no tabuleiro mineiro.

Cenário espontâneo

Na modalidade espontânea, quando o entrevistador não apresenta uma lista de candidatos, a falta de definição do eleitorado mineiro também é destaque. Mais da metade dos entrevistados (54%) afirmam não saber em quem votar ou dizem estar indecisos, enquanto 30% declaram intenção de voto branco ou nulo.

Entre os nomes citados espontaneamente pelos eleitores, Cleitinho aparece com 6%. O atual governador de Minas, Romeu Zema (Novo), registra 3%, embora não possa disputar novamente o cargo por estar em seu segundo mandato.

Também foram mencionados o ex-prefeito Alexandre Kalil e o senador Rodrigo Pacheco, ambos com 1%. Outros nomes lembrados foram a prefeita de Contagem, Marília Campos (PT) - que é pré-candidata ao Senado -, e Renan Santos (Missão) - que é pré-candidato à Presidência da República -, com 1% cada, além de 3% que preferiram não responder.

Pesquisa

A pesquisa foi realizada pelo Instituto F5 Atualiza Dados com 1.560 eleitores de todas as regiões de Minas Gerais, entre os dias 2 e 5 de março. O levantamento apresenta nível de confiança de 95%. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos.

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O levantamento está registrado sob o protocolo MG-03731/2026.

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