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Orion Teixeira
OPINIÃO

Problema de Simões não é Cleitinho, mas a candidatura Zema

"A nova estratégia deverá valorizar os feitos da gestão estadual, não identificados nem apontados pela comunicação oficial"

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Volta e meia, o vice-governador Mateus Simões defende a união da direita em favor de sua própria pré-candidatura a governador pelo PSD. Considera, como reafirmou nesse domingo (1/3), que a candidatura do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) seria um “erro”, ao dividir seu campo político. O duplo erro aí é de Simões. Além de se indispor com esse concorrente (primeiro erro), o segundo e maior é não reconhecer que a candidatura presidencial de Romeu Zema (Novo), seu padrinho político, o levará à derrota.

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O próprio Simões esbarrou nesse dilema durante ato político esvaziado da direita, realizado nesse domingo. Simões e o próprio Zema defenderam a convivência harmoniosa entre duas candidaturas presidenciais, a de Zema e a de Flávio Bolsonaro (PL). Aí, reside o problema, que faz da candidatura presidencial de Zema ter efeito mortal sobre a de Simões.

A avaliação já foi feita pela direção nacional do PSD, especialmente pelo presidente da legenda, Gilberto Kassab, razão pela qual o dirigente resolveu colocar seu dedo na questão. É dele a sugestão para mudança na comunicação do futuro governo Mateus Simões (a partir do dia 22 de março). A nova estratégia deverá valorizar os feitos da gestão estadual, não identificados nem apontados pela comunicação oficial.

Ainda assim, a manutenção da candidatura presidencial de Zema, uma exigência de sobrevivência do partido Novo, afeta Simões. Segundo o diagnóstico de pesquisas, se mantida até o fim, a candidatura de Zema afetará o desempenho de Simões, que, por essa razão, não teria pontuado competitivamente. Inicialmente, as avaliações dizem que, hoje, o governo Zema é mais reprovado do que aprovado. A rejeição tem sido transferida para Simões. Outro ponto de prejuízo vem da questão nacional.

Como Flávio Bolsonaro já disse que Simões “me puxa pra baixo”, ele deverá ter outro candidato a governador em Minas; pode ser Cleitinho. Se esse candidato fizer como o da esquerda, e criticar o governo Zema, será fatal para Simões. Aqui, como em todo o país, haverá um candidato do lado bolsonarista contra o lado lulista.

Mineiro descrê de Zema

As mesmas pesquisas apontam que a atual gestão de Zema, em seu segundo mandato, é ruim e sua reprovação é maior do que aprovação. Os mineiros não acreditam que Zema terá sucesso eleitoral na disputa pela Presidência da República.

Pacheco: governabilidade

Além das duas condições eleitorais apresentadas a Lula, quais sejam, filiação a partido de centro e apoio político eleitoral, o senador Rodrigo Pacheco (PSD), cobrou governabilidade. Leia-se, nesse caso, se eleito for, quer solução para o problema da dívida mineira. Pacheco cobra plena renegociação da dívida com base no Propag, o programa de renegociação da dívida dos estados, apresentado por ele e aprovado pelo Congresso Nacional.

Há, por exemplo, uma dívida de R$ 16 bilhões pelo atraso de Zema em não pagar parcelas da dívida por seis anos. Outro passivo vem da dívida do estado com bancos, que era coberta pelo governo federal. E mais, o investimento em ensino profissionalizante é uma exigência do Propag. Em outro campo administrativo, a demanda do funcionalismo de reposição salarial está inviabilizada já que os gastos do governo com pessoal ultrapassam o limite prudencial, chegando a 48,22% da receita.

Marília renuncia dia 26

A prefeita Marília Campos (PT) vai oficializar a renúncia ao cargo no próximo dia 26 de março. Ela pretende disputar uma das duas vagas ao Senado. Três dias depois da renúncia, ela fará um ato público para apresentar sua decisão aos contagenses e fazer uma prestação de contas. Com isso, evitará problemas com a Justiça Eleitoral e exibirá números que mostram a cidade saneada do ponto de vista administrativo e financeiro. A exigência legal de desincompatibilização de cargos, para quem vai disputar as eleições, é o dia 4 de abril.

Fim da escala 6 por 1

Com base em sua longa experiência de sindicalista, o superintendente do Ministério do Trabalho em Minas, Carlos Calazans, reprovou a proposta da escala 4 X 3. Sobre isso, lembrou-se do desafio de 40 anos atrás, quando defendia a redução da jornada de trabalho, de 48 horas para 40, na Constituição de 88. “O dr. Ulysses me falou que seria mais fácil reduzir para 44 horas, como acabou acontecendo”, disse Calazans ao imprimir o mesmo raciocínio estratégico na atual discussão. “O mais importante é garantir a escala 5 por 2”, pontuou ele, defendendo que a jornada de trabalho se encaixe nesse formato.

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Solidariedade ou abuso

A Superintendência do Ministério do Trabalho em Minas divulgou nota em defesa de melhores condições de trabalho e de segurança aos detentos e voluntários na situação de emergência da Zona da Mata, após a inédita chuvarada. De acordo com a nota, os detentos e voluntários deveriam atuar com os equipamentos de segurança adequados.

As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.

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