RECOMPOSIÇÃO

Caporezzo acusa Simões e Zema de usarem a policia para 'autopromoção'

Deputado afirma que policiais acumulam mais de 45% de perdas inflacionárias e questiona se família de militar morto em Campo Belo receberá benefícios.

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O deputado estadual Cristiano Caporezzo (PL) usou a morte do 3º sargento da Polícia Militar Rodrigo da Silva Pereira, de 40 anos, assassinado nesta semana em Campo Belo (MG), no Sul do estado, para criticar o governador Romeu Zema (Novo) e o vice-governador Mateus Simões (PSD) e cobrar a recomposição das perdas inflacionárias dos profissionais da segurança pública.

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Em discurso, o parlamentar questionou se a família do policial receberia benefícios e acusou o governo de não valorizar adequadamente a categoria.

“Perguntem para o governador Romeu Zema, para o Mateus Simões que quer ser governador agora, se a viúva do sargento Rodrigo, se o filho de cinco anos que viu o pai ser assassinado a tiros, se eles vão receber auxílio de alimentação, se eles vão receber auxílio de fardamento. Esse tipo de penduricalho não vai para a família desse herói que tombou morto”, afirmou.

Caporezzo também cobrou a recomposição das perdas inflacionárias acumuladas nos salários das forças de segurança e disse que há desvalorização da carreira policial. “Olha o valor aqui gente, não é aumento não, é uma desvalorização de mais de 45% no salário do soldado, isso é uma vergonha. Se vocês querem continuar na vida pública, pague e valorize de fato a segurança pública, porque vocês são rápidos na hora de utilizar a imagem dos nossos policiais para a autopromoção política”, declarou.

Em publicação nas redes sociais, o deputado reforçou as críticas direcionando a cobrança ao vice-governador. “Simões, pague a recomposição das perdas inflacionárias da segurança pública”, escreveu.

 

Crime teria sido motivado por atuação contra o crime organizado

O 3º sargento Rodrigo da Silva Pereira foi morto na noite de quarta-feira (4/3) em uma emboscada quando estava dentro do próprio carro. Dois homens em uma motocicleta se aproximaram do veículo e efetuaram disparos. O filho do policial, de cinco anos, também estava no carro, mas não foi atingido.

Segundo a Polícia Militar de Minas Gerais, o atentado teria sido motivado pela atuação do sargento no combate ao crime organizado na cidade.

“Um dos indivíduos presos relatou, de forma muito clara, que o atentado ocorreu em virtude da atuação do sargento Rodrigo”, afirmou o major Marcos Paulo, subcomandante do 8º Batalhão da PM.

De acordo com o oficial, o policial vinha combatendo diretamente as atividades de um grupo criminoso que atua na região.

“Nas palavras desse criminoso, o sargento Rodrigo estava atrapalhando as atividades criminosas desse grupo, combatendo incisivamente esses crimes que esse grupo comete aqui no município de Campo Belo”, acrescentou.

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Após o crime, a polícia iniciou uma operação para localizar os suspeitos. Dois investigados morreram em confrontos com policiais, outro foi preso e um adolescente foi apreendido. Três armas de fogo foram recolhidas durante as ações.

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