Segundo interlocutores do senador, a candidatura ao governo de Minas está colocada, mas a definição partidária ainda está em aberto. Nos bastidores, o União Brasil é apontado como destino provável para uma eventual mudança durante a janela de filiação. Aliados de Pacheco, no entanto, afirmam que o cenário ainda pode sofrer alterações caso haja desistências ou rearranjos no tabuleiro político.
ELEIÇÕES 2026
Em almoço, Pacheco descarta filiação ao MDB
Partido deixou de ser opção para senador justamente porque já apresentou um nome próprio para a disputa ao Palácio Tiradentes: Gabriel Azevedo
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04/03/2026 17:42
- atualizado em 04/03/2026 18:32
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O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) informou a dirigentes do MDB que não pretende se filiar ao partido. A sinalização foi feita durante almoço nesta quarta-feira (4/3), em Brasília, com lideranças da legenda mineira, em meio às articulações para as eleições de 2026 em Minas Gerais.
Participaram do encontro o presidente estadual do MDB, deputado federal Newton Cardoso Júnior, o ex-vereador de Belo Horizonte Gabriel Azevedo, pré-candidato do partido ao governo de Minas, e o deputado federal Luiz Fernando Faria, atualmente no PSD. O encontro ocorreu na residência do senador.
O MDB deixou de ser opção para Pacheco justamente porque o partido já apresentou um nome próprio para a disputa ao Palácio Tiradentes. A sigla lançou, em 2025, a pré-candidatura de Gabriel Azevedo ao governo estadual, o que inviabiliza a entrada do senador sem provocar disputa interna pela cabeça de chapa.
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Após o encontro, Gabriel afirmou ao Estado de Minas que Pacheco reconheceu a pré-candidatura emedebista e indicou que não pretende se filiar à legenda até o prazo final de filiação partidária.
“Ouvindo do Rodrigo palavras de muito incentivo à minha pré-candidatura, compreendi que até o dia 4 de abril ele não se filia ao MDB porque reconhece que o nosso partido já apresentou o nome. Eu estou profundamente animado andando por Minas Gerais numa pré-candidatura ao estado, com apoio de prefeitos, vereadores e lideranças, e sigo em frente. A nossa pré-candidatura é para valer”.
O ex-vereador afirmou ainda que espera contar com o senador na articulação política do grupo e na formação de chapas proporcionais para as eleições. “Eu espero contar muito com o conhecimento, a capacidade e o empenho do senador Rodrigo Pacheco, que é respeitado e querido por todos os 853 municípios, onde há vereadores e prefeitos que possam resolver problemas e contaram com ele para resolver esses problemas”.
Ao comentar o cenário político no estado, ele criticou a polarização e defendeu um debate voltado a problemas concretos. “E Minas Gerais está cansada de briga que não leva as pessoas a lugar nenhum, de gente que só pensa em clique de internet sem pensar em como resolver a fila do hospital, a criança que não aprende e a estrada com buraco”.
Pressão de Lula
A decisão de Pacheco ocorre em meio à pressão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para que o senador dispute o governo de Minas Gerais em 2026. Nas últimas semanas, Lula se reuniu com o ex-presidente do Senado, em Brasília, para discutir o cenário político no estado e a necessidade de construir um palanque competitivo para o campo governista no segundo maior colégio eleitoral do país.
Aliados do presidente avaliam que Pacheco reúne perfil de centro e trânsito político amplo, características consideradas estratégicas para enfrentar a polarização no estado.
Frente de centro
Enquanto Pacheco define seu caminho partidário, o MDB tenta consolidar uma frente política de centro em Minas Gerais. Segundo Gabriel Azevedo, o partido já iniciou conversas com PSDB e PSB para construir alianças eleitorais.
"Para além da candidatura estadual a governo, é muito importante nós lembrarmos que a democracia precisa de parlamento repleto de gente compromissada. Então, ao lado do senador Rodrigo Pacheco, formamos um time. Eu e ele vamos nos somar ao lado do presidente Newtinho e do Luiz Fernando Faria e de outros presidentes de partido que a gente começa a ligar neste momento, justamente por uma estratégia de formação de chapas de deputados federais e deputados estaduais”.
Nos últimos dias, o ex-vereador se reuniu em Belo Horizonte com o deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) para discutir possíveis convergências na disputa pelo governo mineiro. Além dele, Pacheco também esteve com o presidente nacional do PSDB.
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A estratégia da legenda é estruturar um grupo político que combine candidatura ao governo com chapas competitivas para deputado federal e estadual.