RIO DE JANEIRO

Líder do MDB no RJ justifica saída de Dolabella: ‘Mulher é sexo frágil’

Presidente da sigla no estado fluminense afirmou que o partido é democrático e não quer se envolver em polêmicas

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O presidente do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) no Rio de Janeiro, Washington Reis, afirmou que a mulher “é sexo frágil”. A declaração foi feita quando justificou o cancelamento da filiação do ator Dado Dolabella, que acumulou diversas denúncias de violência contra a mulher ao longo dos anos, já foi condenado pelo crime e havia anunciado pré-candidatura a deputado federal no partido.

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Na segunda-feira (9/3), o partido cancelou sua filiação e classificou a saída como "uma vitória dos emedebistas, especialmente das mulheres". Em vídeo publicado no Instagram, o ator disse que ele mesmo tomou a decisão da saída, depois de "refletir sobre posições que vem sendo defendidas dentro do partido, especialmente dentro da bancada feminista, que hoje não se alinham com os princípios que orientam a minha atuação pública".

Em entrevista ao jornal O Globo, Reis, que é ex-prefeito de Duque de Caxias (RJ), afirmou que o respeito ao ser humano é obrigatório, independentemente de ser um ano eleitoral.

“O respeito ao próximo é obrigatório, especialmente às mulheres. Como diz Erasmo Carlos, mulher é sexo frágil. Temos que cuidar delas com mais amor, carinho e respeito”, afirmou. No entanto, a música comentada, “Mulher”, lançada em 1981, diz o contrário: “Dizem que a mulher é o sexo frágil. Mas que mentira absurda!".

Reis afirmou que não conhecia o histórico de Dado, mas que “um cara novo, cheio de vontade de fazer política e com nome conhecido na mídia soma bastante”. No entanto, a repercussão negativa da pré-candidatura motivou a retirada do nome da sigla.

O presidente também afirmou que o partido não quer “se envolver em uma polêmica dessas” e que busca ampliar a presença feminina na legenda, uma vez que “o MDB é um partido democrático”.

Dado Dolabella tem um extenso histórico de violência contra mulheres. Em 2008, por exemplo, o ator foi acusado de agredir em uma boate a atriz Luana Piovani, com quem mantinha um relacionamento na época, e uma camareira que tentou intervir. Ele foi condenado com base na Lei Maria da Penha a dois anos e nove meses de prisão em regime aberto, além de indenização, mas a decisão foi anulada. Em 2025, admitiu publicamente ter agredido a atriz.

No ano seguinte, Dado se casou com a publicitária Viviane Sarahyba, contra quem o ator cometeu injúrias e foi condenado a 1 ano e 15 meses em regime aberto. Em 2020, a prima e ex-namorada do ator, Marina Dolabella denunciou o ator, que foi condenado a 2 anos e 4 meses de detenção, e conseguiu medida protetiva. Segundo a Justiça, Dado chegou a romper o tímpano dela com as agressões.

Já no ano passado, em 2025, a modelo Marcela Tomaszewski acusou o ator de agressão. Ela chegou a publicar imagens com marcas no corpo, mas depois divulgou um vídeo afirmando que estava tudo bem. Posteriormente, declarou nas redes sociais que deixou o país por medo e relatou episódios de intimidação.

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Quando anunciou a pré-candidatura, Dado disse que queria “atuar pela defesa da família” e pelo “equilíbrio”. “Trazer de volta o equilíbrio pras crianças, pras mulheres, pros homens. Porque a gente tá vendo aí muito desequilíbrio, com muita coisa errada acontecendo e a gente precisa mudar essa história. Então, conte comigo pra gente restabelecer o equilíbrio na família”, afirmou em vídeo publicado nas redes sociais.

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