O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), rebateu nesta quinta-feira (26/2) as acusações de que seu governo reduziu os investimentos em prevenção contra as chuvas. Em meio à tragédia que já registra 53 mortes em Juiz de Fora (47) e Ubá (6), Zema afirmou que os recursos destinados ao setor aumentaram, atingindo a marca de R$ 1,9 bilhão em 2025.

A declaração ocorre após levantamentos no Portal da Transparência, divulgados pelo jornal O Globo e confirmados pelo Estado de Minas, apontarem uma queda drástica na verba específica para combate a desastres: de R$ 134,8 milhões para R$ 5,8 milhões. Segundo o levantamento, 97% desse valor residual foi aplicado apenas em obras rodoviárias.

Controvérsia nos dados

Zema sustenta que houve uma "falha na leitura" dos dados e que os valores foram reclassificados sob novas nomenclaturas, o que teria gerado a interpretação de corte. “O levantamento está absolutamente equivocado”, afirmou o governador em suas redes sociais, defendendo que os investimentos cresceram 170% na média anual. O governo estadual foi questionado sobre quais seriam as novas rubricas orçamentárias e a reportagem aguarda retorno.

Escavadeiras retiram lama de ruas atingidas por deslizamento em Juiz de Fora Túlio Santos/EM/DA Press
Escavadeiras retiram lama de ruas atingidas por deslizamento em Juiz de Fora Túlio Santos/EM/DA Press
Escavadeiras retiram lama de ruas atingidas por deslizamento em Juiz de Fora Túlio Santos/EM/DA Press
Escavadeiras retiram lama de ruas atingidas por deslizamento em Juiz de Fora Túlio Santos/EM/DA Press
Moradores do Bairro Paineiras recuperam pertences depois de abandonar casas Túlio Santos/EM/DA Press
Moradores do Bairro Paineiras recuperam pertences depois de abandonar casas Túlio Santos/EM/DA Press
Moradores do Bairro Paineiras recuperam pertences depois de abandonar casas Túlio Santos/EM/DA Press
Prefeitura de Juiz de Fora contabiliza mais de 3.500 desabrigados e desalojados. Números seguem em atualização Túlio Santos/EM/DA Press
Temporal na Zona da Mata deixa mortos, desaparecidos, desabrigados e desalojados Túlio Santos/EM/DA Press
Temporal na Zona da Mata deixa mortos, desaparecidos, desabrigados e desalojados Túlio Santos/EM/DA Press
Temporal na Zona da Mata deixa mortos, desaparecidos, desabrigados e desalojados Túlio Santos/EM/DA Press
Um homem morreu no edifício de três andares que desabou Túlio Santos/EM/DA Press
Um homem morreu no edifício de três andares que desabou Túlio Santos/EM/DA Press
Corpo de Bombeiros contabilizou 30 mortes até a manhã desta quarta-feira (25/2) Túlio Santos/EM/DA Press
Corpo de Bombeiros contabilizou 30 mortes até a manhã desta quarta-feira (25/2) Túlio Santos/EM/DA Press
Corpo de Bombeiros contabilizou 30 mortes até a manhã desta quarta-feira (25/2) Túlio Santos/EM/DA Press
Escadaria no fim da Rua do Carmelo, no Bairro Paineiras, em Juiz de Fora Túlio Santos/EM/DA Press
Escadaria no fim da Rua do Carmelo, no Bairro Paineiras, em Juiz de Fora Túlio Santos/EM/DA Press
Cerca de 20 casas foram atingidas pela lama, pedras e toras de madeira das árvores arrancadas Túlio Santos/EM/DA Press
Cerca de 20 casas foram atingidas pela lama, pedras e toras de madeira das árvores arrancadas Túlio Santos/EM/DA Press
Cerca de 20 casas foram atingidas pela lama, pedras e toras de madeira das árvores arrancadas Túlio Santos/EM/DA Press
Inúmeras pessoas foram soterradas em deslizamentos e desabamentos Túlio Santos/EM/DA Press
Inúmeras pessoas foram soterradas em deslizamentos e desabamentos Túlio Santos/EM/DA Press

O governador também transferiu a responsabilidade da fiscalização para as prefeituras. “Alegar redução de investimentos do Estado é irresponsável. Quem tem o dever de fiscalizar construções irregulares e garantir a segurança nesse contexto são os municípios”, declarou.

O governo do estado foi questionado sobre as novas nomenclaturas e a reportagem aguarda retorno.

Dificuldades em Juiz de Fora

A gestão da prefeita Margarida Salomão (PT), em Juiz de Fora, enfrenta entraves na ponta oposta: há quase um ano, a prefeitura tenta liberar R$ 21,6 milhões autorizados pelo Governo Federal para contenção de encostas, mas o recurso está travado por pendências documentais.

Como medida imediata, o Estado anunciou a antecipação de R$ 47,666 milhões para Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa. O montante será destinado a custeio hospitalar, apoio emergencial e pagamento de parcelas de dívidas de gestões anteriores com as cidades.

Distribuição da verba emergencial

O montante anunciado pelo Governo de Minas será dividido entre ações diretas de saúde, assistência e o pagamento de dívidas históricas com os municípios.

Aplicação por Área de Investimento

  • Saúde e Custeio Hospitalar: R$ 22,5 milhões (Reforço para prontos-socorros, compra de medicamentos e insumos para vítimas das chuvas).

  • Apoio Emergencial e Defesa Civil: R$ 10,2 milhões (Logística de resgate, kits de assistência humanitária e suporte aos desabrigados).

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  • Acordo de Dívidas (Parcelas Antecipadas): R$ 14,966 milhões (Recursos de gestões anteriores que estavam retidos e serão liberados para livre uso das prefeituras).

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