EMBATE

Lud Falcão rebate Simões: ‘Nada a ver com a minha atuação parlamentar’

Deputada diz que fala do vice-governador tenta reescrever os fatos e afirma que telefonema não teve caráter institucional, mas de intimidação

Publicidade
Carregando...

Depois da repercussão da entrevista exclusiva concedida pelo vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), ao Estado de Minas, a deputada estadual Lud Falcão (Podemos) usou a tribuna da Assembleia Legislativa, nesta quarta-feira (4/2), para rebater as declarações do chefe do Executivo estadual. A parlamentar questionou a versão apresentada por Simões sobre o episódio que envolveu uma ligação telefônica, que ela classifica como ameaça.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O ESTADO DE MINAS NO Google Discover Icon Google Discover SIGA O EM NO Google Discover Icon Google Discover

No plenário, Lud Falcão iniciou o pronunciamento afirmando que Simões demorou a se manifestar publicamente sobre o caso. Segundo ela, apenas após cerca de 15 dias o vice-governador “apareceu, mostrando o rosto” e reconhecendo, ainda que indiretamente, a existência da ligação. A deputada destacou que o vice citou seu nome e passou a tratar do episódio sob outra perspectiva, o que, para ela, não corresponde aos fatos.

A parlamentar destacou que, ao longo do mandato, sempre recebeu telefonemas relacionados à construção de pautas e de articulações em favor do governo estadual. Desta vez, porém, segundo ela, a ligação teve outro caráter. “Foi uma ligação de ameaça. Algo que não tinha nada a ver com a minha atuação parlamentar”, afirmou.

Mateus Simões comentou o caso pela primeira vez publicamente na entrevista ao EM. Disse ter recebido “com tristeza” a acusação de machismo feita pela deputada e ressaltou que a relação entre os dois é antiga e marcada por parceria política. “A Lud é minha amiga. Foi eleita com apoio do governo e usufruiu desse apoio esse tempo todo. Lamento que a gente chegue a esse ponto”, disse.

O vice-governador negou qualquer conduta machista e afirmou que a ligação teve como objetivo reconhecer a posição institucional da deputada. Segundo Simões, o telefonema foi feito à vice-líder do governo na Assembleia Legislativa, como forma de valorização do mandato exercido por ela, e não como interferência indevida.

“Quem tem emenda e cargo no governo não é o prefeito. Quem tem emenda e cargo no governo é a deputada. Estranho seria se eu tivesse ligado para ele para falar do mandato dela. Isso, sim, seria machismo”, declarou, referindo-se ao marido da deputada, Luís Eduardo Falcão, prefeito de Patos de Minas.

Ele ainda citou as mulheres que trabalham em sua gestão. “Ela explorar um tema sensível para as mulheres, como a posição de poder feminino, que precisa continuar crescendo, me deixa triste. Eu indiquei a primeira comandante militar mulher do governo, a primeira chefe de polícia mulher e a primeira presidente da Copasa. Sou cercado por mulheres em várias secretarias”, ressaltou.

No pronunciamento, Lud Falcão também contestou a afirmação de Simões de que ela e o marido, o prefeito de Patos de Minas e presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), Luís Eduardo Falcão, teriam sido eleitos com apoio do governo estadual. Ao pedir licença aos colegas para contextualizar a sua trajetória política, a deputada relembrou o percurso construído em Patos de Minas, no Triângulo Mineiro, desde a reeleição do marido na prefeitura até a chegada à presidência da AMM.

“Os prefeitos convidaram Falcão para ser candidato a presidente da AMM. No entanto, não houve apoio do governo do estado de Minas Gerais. Pelo contrário, o governo, que era do partido do qual Falcão fazia parte, além de virar as costas começou a trabalhar contra”, afirmou.

A ligação considerada ameaçadora pela deputada teria ocorrido após a divulgação de um vídeo em que Luís Eduardo Falcão criticou uma declaração de Mateus Simões. Na ocasião, o vice-governador ironizou o apoio de um município do interior à Polícia Militar, resumindo a colaboração à cessão de “dois estagiários”, comentário que motivou a reação pública do prefeito.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

“A diferença é a falta de respeito, é não valorizar uma vice-líder que sempre atuou na construção do estado de Minas Gerais ao lado do atual governador, Romeu Zema. O que o senhor fez foi me ameaçar, foi se acovardar, infelizmente, em não ter coragem de ter ligado para o meu marido. Como cristã, como mulher de fé, eu rezo para que Deus toque o seu coração, vice-governador. O senhor disse que ainda espera que possa ficar tudo certo, isso começa com o pedido de desculpas. Temos que reconhecer o nosso erro”, completou.

Tópicos relacionados:

almg governador mateus-simoes minas-gerais

Acesse o Clube do Assinante

Clique aqui para finalizar a ativação.

Acesse sua conta

Se você já possui cadastro no Estado de Minas, informe e-mail/matrícula e senha. Se ainda não tem,

Informe seus dados para criar uma conta:

Digite seu e-mail da conta para enviarmos os passos para a recuperação de senha:

Faça a sua assinatura

Estado de Minas

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Aproveite o melhor do Estado de Minas: conteúdos exclusivos, colunistas renomados e muitos benefícios para você

Assine agora
overflay